Ganhos em 2025 e um 2026 incerto

Edição 384

Esta edição de Investidor Institucional traz o ranking dos Melhores Fundos para Institucionais, feito em parceria com a consultoria DataBay. O ranking, que analisa apenas fundos que possuem alocação direta de institucionais (EFPC ou RPPS), analisou 820 fundos com pelo menos 12 meses de existência na data de 31 de dezembro de 2025, dos quais 257 foram classificados como Excelentes, 286 como Adequados e 277 como Insuficientes.

O desempenho dos fundos nos 12 meses de 2025, como não poderia ser diferente, foi marcado por juros elevados e também por oportunidades táticas de alocação. Na renda fixa e no crédito privado, a combinação de taxas altas e gestão ativa permitiu capturar ganhos relevantes, mesmo diante de eventos de crédito e de alguma abertura de spreads ao longo do ano. Nos multimercados, embora a indústria tenha enfrentado fluxos negativos, estratégias bem posicionadas conseguiram gerar retorno ao explorar movimentos em juros, bolsas internacionais e setores ligados à tecnologia e à inteligência artificial. Já nos fundos de ações, o destaque foi a forte valorização da bolsa brasileira – superior a 33% – impulsionada principalmente pelo fluxo de capital estrangeiro.

Para 2026, as perspectivas seguem construtivas, mas com maior peso de fatores geopolíticos e de mudanças no ciclo de juros. A expectativa de início do corte da Selic ainda sustenta oportunidades na renda fixa, especialmente em títulos indexados à inflação e crédito de alta qualidade, enquanto os multimercados buscam explorar a maior volatilidade gerada pelo conflito no Oriente Médio, para ampliar o espaço de estratégias diversificadas e de gestão ativa. Já na renda variável, apesar da expectativa de desaceleração do fluxo estrangeiro após o forte início de ano, gestores veem fundamentos favoráveis para a bolsa brasileira, apoiados na realocação global para emergentes, no potencial de queda dos juros domésticos e em setores estruturais como infraestrutura, energia e commodities.