Ibovespa recua com Petrobras e dólar chega ao maior nível do ano

O Ibovespa, principal índice da B3, fechou nesta quinta-feira (5/11) em queda de 0,82%, aos 166.191,45 pontos, pressionado pela Petrobras, pela aversão ao risco no exterior e pelas incertezas sobre a política fiscal do próximo governo. Em Nova York, o Dow Jones caiu 3,44%, o S&P 500 recuou 4,36% e o Nasdaq perdeu 5,52%.

As perdas no exterior foram lideradas por empresas de tecnologia, semicondutores e infraestrutura de data centers, diante das preocupações com possíveis mudanças regulatórias para o setor de inteligência artificial nos Estados Unidos. O movimento atingiu também os mercados emergentes, embora o Ibovespa tenha registrado queda menor que a dos índices americanos.

No cenário doméstico, os investidores continuaram à espera de informações sobre a equipe econômica e as medidas para controlar o endividamento público a partir de 2027. Também repercutiu a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de manter a Selic em 13,75% ao ano, interrompendo uma sequência de cinco cortes, diante da piora das expectativas de inflação e das incertezas fiscais.

Entre as ações de maior peso, a Petrobras recuou 3,03% nas ordinárias e 2,48% nas preferenciais, apesar da valorização do petróleo no exterior. A Vale avançou 0,51%. No setor financeiro, Bradesco caiu 2,06% e BTG Pactual perdeu 0,26%, enquanto Banco do Brasil ficou estável, Itaú subiu 0,65% e Santander ganhou 0,50%.

Câmbio – O dólar subiu 0,68%, fechando o dia em R$ 5,49, maior nível desde 30 de dezembro de 2025. A moeda acompanhou o aumento da aversão ao risco no exterior, provocado pela queda das ações de tecnologia e pelas incertezas sobre possíveis mudanças regulatórias nos Estados Unidos.

No Brasil, o câmbio também refletiu as dúvidas sobre a condução da política fiscal. A manutenção da Selic em 13,75%, porém, ajudou a limitar a desvalorização do real ao preservar o diferencial entre os juros brasileiros e americanos, que sustenta operações nas quais investidores captam recursos em mercados com taxas menores para aplicá-los em países com remuneração mais elevada.