O Ibovespa, principal índice da B3, fechou nesta quinta-feira (29/10) em queda de 1,06%, aos 169.186,42 pontos, pressionado por preocupações com a política fiscal do próximo governo Lula e pelos balanços corporativos. A bolsa brasileira seguiu as bolsas de Nova York, onde o Dow Jones caiu 0,25%, o S&P 500 cedeu 0,31% e o Nasdaq recuou 1,38%.
O índice registrou a quarta queda consecutiva, embora tenha reduzido as perdas no fim do pregão após rumores de que Rafael Fonteles, governador reeleito do Piauí, poderia ser convidado para assumir o Ministério da Fazenda. O Ibovespa oscilou entre 168.765,35 e 171.402,97 pontos, com volume financeiro de R$ 41,9 bilhões.
Entre as ações de maior peso, a Vale caiu 2,17% na sessão anterior à divulgação de seu balanço do terceiro trimestre. Petrobras ON recuou 0,59%, enquanto Petrobras PN ficou próxima da estabilidade, com alta de 0,05%. No setor financeiro, BTG Pactual perdeu 4,05%, Bradesco caiu 3,54%, Banco do Brasil recuou 1,97% e Itaú cedeu 0,60%. O Santander foi a exceção, com avanço de 1,19%.
As incertezas fiscais aumentaram após o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, criticar propostas de ajuste baseadas em cortes de gastos sociais. A dívida pública também permaneceu no radar: o setor público registrou déficit primário de R$ 5,5 bilhões em setembro, enquanto a dívida bruta ficou em 82,9% do PIB, equivalente a R$ 11,1 trilhões.
Na semana, o Ibovespa acumula queda de 17,5%. Em outubro, a baixa chega a 9,2%, enquanto a valorização em 2026 foi reduzida para cerca de 5%.
Câmbio – O dólar subiu 0,89%, fechando o dia em R$ 5,39 e interrompendo uma sequência de duas quedas. A moeda foi impulsionada pelas dúvidas sobre a política fiscal brasileira e pelo aumento da aversão ao risco no exterior.
No exterior, o dólar recuou. O DXY, índice que mede o desempenho da moeda norte-americana diante de uma cesta de seis moedas fortes, perdeu força apesar de indicadores que reforçaram a possibilidade de nova elevação dos juros pelo Federal Reserve em dezembro.