O Ibovespa, principal índice da B3, fechou nesta quarta-feira (28/10) em queda de 2,68%, aos 171.006,10 pontos, pressionado pelas perdas dos bancos e pelas preocupações com a política fiscal do próximo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A bolsa brasileira operou em descompasso com as bolsas de Nova York, onde o Dow Jones subiu 0,25%, o S&P 500 avançou 0,28% e o Nasdaq ganhou 0,32%.
Foi o terceiro pregão consecutivo de queda após o segundo turno das eleições. Os investidores continuaram reduzindo a exposição a ações diante das dúvidas sobre a condução da política econômica a partir de 2027. Dados da B3 mostraram retirada de R$ 2,8 bilhões por investidores estrangeiros na segunda-feira (26/10), primeiro pregão depois da votação. O Ibovespa oscilou entre 170.162,48 e 175.711,22 pontos, com volume financeiro de R$ 59,8 bilhões.
Os bancos concentraram algumas das maiores perdas. Bradesco caiu 6,68%, BTG Pactual recuou 6,52%, Santander perdeu 5,88%, Itaú cedeu 3,42% e Banco do Brasil teve baixa de 3,39%. A Vale recuou 2,57%, enquanto Petrobras ON caiu 1,02% e Petrobras PN perdeu 0,53%.
As ações mais ligadas à atividade doméstica também foram pressionadas. O Índice Imobiliário caiu 5,71% e o Índice Small Cap, que reúne empresas de menor valor de mercado, recuou 4,22%. Na semana, o Ibovespa acumula queda de 16,6%, enquanto as perdas em outubro chegam a 8,2%.
Câmbio – O dólar caiu 0,19%, fechando o dia em R$ 5,34. A moeda perdeu força na última hora de negociação, acompanhando seu enfraquecimento no exterior após declarações do presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, de que há um “consenso esmagador” de que as medidas monetárias adotadas pela instituição começam a produzir efeitos.
Segundo ele, o crescimento da economia americana não tem provocado uma aceleração da inflação. As declarações contribuíram para a perda de força do dólar no exterior e para a queda dos rendimentos dos Treasuries de curto prazo
O câmbio também reagiu à possibilidade de cobrança de Imposto sobre Operações Financeiras sobre títulos de renda fixa isentos de Imposto de Renda, como Letras de Crédito Imobiliário e do Agronegócio. A informação posterior, de que a medida estaria fora do radar do governo, contribuiu para a recuperação do real.