Ao final do 1º semestre de 2026 as gestoras de fundos de investimento em participações (FIP) possuiam R$ 607,8 bilhões investidos em empresas brasileiras, além de 140,7 bilhões em recursos já comprometidos mas ainda não investidos. Do total de R$ 748,5 bilhões sob gestão, 50,5% vieram de investidores estrangeiros e 49,5% de investidores locais, segundo a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).
“Os FIPs vêm ocupando um papel cada vez mais estratégico no financiamento da economia real. Ao direcionar capital, inclusive estrangeiro, para empresas de diferentes setores, esses produtos ajudam a viabilizar novos projetos e empregos no país, movimentando a economia”, afirma Julya Wellisch, diretora da Anbima.
Das 589 companhias que receberam recursos dos FIPs no 1º semestre de 2026, 34% são de empresas do setor de bens de capital, 19% de energia e 14% de serviços administrativos. Na comparação com o 1º semestre do ano anterior o número de empresas investidas caiu 10%, e especificamente no setor de bens de capital recuou 14%, em energia subiu 1% e em serviços administrativos baixou 22%.
Segundo a Anbima, entre os setores que ampliaram sua presença nos seis primeiros meses de 2026, destacaram-se construção, indústria digital e atacado, com altas de 53%, 20% e 250%, respectivamente. Juntos, os três setores representam 17% do total de empresas.