Focus projeta inflação estável em 2026, mas num patamar elevado

O Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (19/10) pelo Banco Central manteve a projeção para a inflação de 2026 em 5,22%, patamar elevado e 0,72 ponto percentual acima do teto da meta, de 4,50%. Para 2027, horizonte relevante para as decisões de política monetária, a previsão subiu de 4,30% para 4,32% (ver quadro).

O Focus é elaborado a partir de pesquisa realizada semanalmente pela autoridade monetária com cerca de 172 instituições do mercado financeiro, incluindo bancos, gestoras de recursos, consultorias, associações de classe e fundos de pensão. O levantamento reúne as medianas das projeções para quatro variáveis: IPCA, PIB, câmbio e Selic.

A estabilidade da projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2026 interrompe uma sequência de quatro semanas de alta, período no qual a previsão avançou de 4,90% para 5,22%. Para 2027 subiu de 4,30% para 4,32% e para 2028 caiu de 3,79% para 3,75%, pela segunda semana consecutiva, enquanto a de 2029 permaneceu em 3,50%.

A expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) caiu de 1,85% para 1,83% em 2026 e sofreu uma redução mais acentuada em 2027, de 1,40% para 1,32%. A projeção para 2028 também recuou, de 1,83% para 1,81%, enquanto a de 2029 permaneceu em 2%.

As projeções para o dólar recuaram pela segunda semana consecutiva em 2026 e 2027. Para o encerramento deste ano, a cotação esperada caiu de R$ 5,15 para R$ 5,13; para o próximo, passou de R$ 5,26 para R$ 5,22. A previsão para 2028 diminuiu de R$ 5,30 para R$ 5,29, enquanto a de 2029 permaneceu em R$ 5,30.

As projeções para a Selic ficaram estáveis em todas as janelas. O mercado manteve as previsões de 13,25% ao ano no encerramento de 2026, 12% em 2027, 10,50% em 2028 e 10% em 2029.