O Ibovespa, principal índice da B3, fechou nesta quinta-feira (15/10) em queda de 1,06%, aos 204.324,26 pontos, pressionado pela cautela com o cenário eleitoral. A bolsa brasileira operou em descompasso com as bolsas de Nova York, onde o Dow Jones subiu 1,08%, o S&P 500 ganhou 0,33% e o Nasdaq avançou 0,08%.
As pesquisas de intenção de voto apresentavam os candidatos Lula e Flávio Bolsonaro tecnicamente empatados. Na pesquisa da Quaest Flávio tinha 46% das intenções de voto contra 44% de Lula; na pesquisa Indexa/Broadcast Flávio aparecia com 44% e Lula com 42%, também dois pontos percentuais de diferença.
Além disso, o mercado não gostou das últimas medidas econômicas anunciadas por Lula, como a tarifa zero no transporte urbano aos fins de semana e feriados e o perdão das dívidas de microempreendedores individuais.
As ações de maior peso recuaram. Vale caiu 0,45%, em linha com a baixa de 0,44% do minério de ferro. Petrobras ON perdeu 1,23% e Petrobras PN cedeu 1,29%. Entre os bancos, Banco do Brasil recuou 1,78%, BTG Pactual caiu 1,49%, Itaú perdeu 1,29% e Bradesco teve baixa de 0,67%.
Na semana, o Ibovespa acumula queda de 2,27%. Em outubro, ainda avança 9,65%, enquanto a valorização em 2026 chega a 26,81%.
Câmbio – O dólar subiu 1,15%, fechando o dia em R$ 5,08. O movimento foi impulsionado pela busca por proteção antes da divulgação de uma nova pesquisa eleitoral e contrariou o enfraquecimento da moeda norte-americana no exterior.
O DXY, índice que mede o desempenho do dólar diante de uma cesta de seis moedas fortes, recuava 0,53% no fim da tarde, aos 102,015 pontos. Apesar de a inflação ao produtor nos Estados Unidos ter superado as expectativas, as apostas em uma alta dos juros pelo Federal Reserve em outubro não avançaram de forma expressiva e continuaram concentradas em dezembro.
Apesar das altas nas três últimas sessões, o dólar acumula queda de 1,70% em outubro e de 7,33% em 2026.