O Ibovespa, principal índice da B3, fechou nesta quarta-feira (14/10) em queda de 0,18%, aos 206.505,98 pontos, pressionado pela inflação acima das expectativas nos Estados Unidos e pela cautela com a disputa eleitoral brasileira. A bolsa brasileira seguiu as bolsas de Nova York, onde o Dow Jones caiu 0,09%, o S&P 500 perdeu 1,10% e o Nasdaq cedeu 1,88%.
O índice de preços ao consumidor dos Estados Unidos subiu 0,6% em setembro, em linha com o esperado, mas a inflação anual alcançou 3,7%, acima da projeção de 3,6%. O núcleo do indicador também superou as estimativas, aumentando a preocupação com a manutenção dos juros americanos em níveis elevados. No Brasil, os investidores aguardavam novas pesquisas sobre o segundo turno. O Ibovespa oscilou entre 203.463,77 e 207.220,81 pontos, com volume financeiro de R$ 45,4 bilhões.
A alta do petróleo favoreceu as ações da Petrobras e limitou as perdas do índice. Petrobras PN avançou 2,22% e Petrobras ON ganhou 1,94%. Na direção contrária, Vale recuou 0,66%, Itaú caiu 1,41%, Bradesco perdeu 1,14% e BTG Pactual cedeu 2,81%. Apesar da queda no pregão, o Ibovespa acumula valorização de 10,8% em outubro.
Câmbio – O dólar subiu 0,17%, fechando o dia em R$ 5,03, após os dados de inflação reforçarem as preocupações com a política monetária dos Estados Unidos. A moeda chegou a R$ 5,05 pela manhã, mas perdeu força durante a tarde, acompanhando a desaceleração do dólar no exterior e a queda dos rendimentos dos títulos longos do Tesouro americano.
O DXY, índice que mede o desempenho do dólar diante de uma cesta de seis moedas fortes, avançava 0,35% no fim da tarde, aos 102,534 pontos. Pela manhã, chegou aos 102,945 pontos, maior nível em 18 meses. O petróleo Brent era negociado a US$ 106 por barril, em meio à continuidade dos ataques no Oriente Médio.
Apesar das altas nas duas últimas sessões, o dólar acumula queda de 2,82% em outubro e de 8,38% em 2026.