Ibovespa sobe com Petrobras; dólar avança e encerra a R$ 5,02

O Ibovespa, principal índice da B3, fechou nesta quinta-feira (8/10) em alta de 0,94%, aos 206.220,24 pontos, apoiado pela valorização da Petrobras. O desempenho destoou parcialmente de Nova York, onde o Dow Jones subiu 0,10%, enquanto o S&P 500 caiu 0,47% e o Nasdaq recuou 1,25%.

O índice voltou a subir depois de duas sessões consecutivas de queda. O mercado continuou ajustando posições após o primeiro turno das eleições e acompanhando as propostas econômicas para a próxima etapa da disputa presidencial.

A alta de Petrobras ON, que subiu 3,13%, e Petrobras PN, que valorizou 2,12%, reflete a elevação de 4,07% do petróleo Brent para novembro, para US$ 104,28 por barril, em meio às tensões no Oriente Médio.

Na direção contrária, a Vale caiu 1,61%, pressionada pelo recuo de 3,12% do minério de ferro. Entre os bancos, Bradesco perdeu 2,05% e Santander caiu 1,29%. BTG Pactual avançou 1,08%, Itaú subiu 0,49% e Banco do Brasil ganhou 0,33%.

Com o resultado, o Ibovespa acumula alta de 10,67% em outubro, de 7,34% na semana e de 27,99% em 2026. O índice oscilou entre 203.984,57 e 207.953,74 pontos, com volume financeiro de R$ 60,6 bilhões.

Câmbio – O dólar subiu 0,26%, fechando o dia em R$ 5,02, apesar do enfraquecimento da moeda norte-americana no exterior. Foi o segundo pregão consecutivo com a cotação acima de R$ 5.

Segundo analistas, o câmbio passa por uma acomodação depois da forte valorização do real provocada pela redução dos prêmios de risco após o primeiro turno. Na semana, o dólar ainda acumula queda de 3,69%. No ano, recua mais de 8% diante do real.

No exterior, o DXY, índice que mede o desempenho do dólar diante de uma cesta de seis moedas fortes, caía 0,15% no fim da tarde, aos 102,082 pontos. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo, títulos do Tesouro dos Estados Unidos, recuaram após um leilão de papéis com vencimento em 30 anos.