Ibovespa tem segunda queda seguida; dólar volta a superar R$ 5

O Ibovespa, principal índice da B3, fechou nesta quarta-feira (7/10) em queda de 0,74%, aos 204.302,33 pontos, pressionado pela continuidade da realização de lucros e pelo menor apetite por risco no exterior. O resultado ficou em linha com Nova York, onde o Dow Jones caiu 0,66%, enquanto o S&P 500 e o Nasdaq recuaram 0,22% cada.

Foi a segunda queda consecutiva do índice depois das máximas históricas alcançadas na segunda-feira (5/10), no primeiro pregão após o primeiro turno das eleições. Além da realização de lucros, nos Estados Unidos a divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve (Fed) mostrou apoio unânime à elevação dos juros.

Apesar da correção das duas últimas sessões, o Ibovespa acumula alta de 9,64% em outubro e de 26,8% no ano. O mercado também acompanha as sinalizações econômicas dos candidatos antes do segundo turno, principalmente em relação à política fiscal.

Entre as ações de maior peso, Petrobras ON subiu 1,25% e Petrobras PN avançou 0,95%, mesmo com a queda do petróleo. A Vale recuou 2,30%, ainda sem a referência do minério de ferro negociado em Dalian devido ao feriado na China.

Os principais bancos fecharam no campo negativo. Bradesco caiu 3,68%, Itaú perdeu 2,66%, BTG Pactual recuou 2,52%, Banco do Brasil cedeu 1,87% e Santander teve baixa de 1,01%.

O Ibovespa oscilou entre 204.176,12 e 206.877,47 pontos. O volume financeiro negociado na B3 foi de R$ 56,8 bilhões.

Câmbio – O dólar subiu 0,72%, fechando o dia em R$ 5,01. A moeda acompanhou seu fortalecimento no exterior e a redução de posições favoráveis ao real depois dos ganhos registrados após o primeiro turno das eleições.

O DXY, índice que mede o desempenho do dólar diante de uma cesta de seis moedas fortes, avançava 0,46% no fim da tarde e chegou à máxima de 102,499 pontos.