Inflação de 2026 sobe mas a de 2027 cai, nas projeções do Focus

O Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (5/10) pelo Banco Central trouxe uma combinação desfavorável para 2026, com nova elevação da inflação e redução da expectativa de crescimento da economia. Porém para 2027, que é o horizonte relevante para as decisões de política monetária, porém, as projeções para o IPCA e PIB recuaram simultaneamente.

O Focus é elaborado a partir de pesquisa realizada semanalmente pela autoridade monetária com instituições do mercado financeiro, incluindo bancos, gestoras de recursos, consultorias, associações de classe e fundos de pensão. O levantamento reúne as medianas das projeções para quatro variáveis: IPCA, PIB, câmbio e Selic.

A previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2026 subiu pela terceira semana consecutiva, de 4,99% para 5,01%. Para 2027 a estimativa caiu de 4,31% para 4,30%. A projeção para 2028 permaneceu em 3,80%, enquanto a de 2029 aumentou de 3,50% para 3,51% (ver quadro).

A expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2026 caiu pela quarta semana consecutiva, de 1,86% para 1,85%. A previsão para 2027 também recuou pela quarta semana seguida, de 1,41% para 1,40%. Para 2028, a estimativa diminuiu pela segunda semana consecutiva, de 1,83% para 1,81%, enquanto a projeção para 2029 permaneceu em 2%.

As projeções para o câmbio ficaram estáveis em R$ 5,20 no encerramento de 2026, R$ 5,28 em 2027 e R$ 5,30 em 2028. Para 2029, a cotação esperada para o dólar caiu pela segunda semana consecutiva, de R$ 5,35 para R$ 5,33.

As estimativas para a Selic permaneceram estáveis em todas as janelas. O mercado manteve as projeções de 13,50% ao ano no encerramento de 2026, 12% em 2027, 10,50% em 2028 e 10% em 2029.