O Ibovespa, principal índice da B3, fechou nesta quarta-feira (30/9) em alta de 1,37%, aos 186.340,46 pontos. O resultado destoou da maior parte de Nova York, onde o Dow Jones caiu 0,86% e o S&P 500 recuou 0,25%, enquanto o Nasdaq avançou 0,24%.
Contribuíram para a alta do índice local a inflação abaixo do esperado nos Estados Unidos, que subiu 0,3% em agosto e 3,4% em 12 meses. Os investidores locais também ajustaram posições às vésperas do primeiro turno das eleições. Pesquisa divulgada nesta quarta-feira mostrou empate técnico entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro em uma simulação de segundo turno.
Em setembro, o Ibovespa acumula alta de 5,03%, melhor resultado mensal desde janeiro. No terceiro trimestre, avançou 8,32% e, no ano, registra valorização de 15,6%.
Vale subiu 0,43%, enquanto Petrobras ON caiu 0,35% e Petrobras PN avançou 0,04%. Os papéis da estatal fecharam nas mínimas do dia, apesar da alta do petróleo. Entre os bancos, Itaú disparou 4,68%, Banco do Brasil avançou 4,67%, Bradesco ganhou 4,11% e BTG Pactual subiu 1,99%. Santander recuou 2,77%.
O Ibovespa oscilou entre 183.879,71 e 187.834,97 pontos. O volume financeiro negociado na B3 foi de R$ 28,1 bilhões.
Câmbio – O dólar caiu 0,81%, fechando a R$ 5,17, favorecido pela inflação abaixo do esperado nos Estados Unidos e pela expectativa de entrada de recursos estrangeiros no mercado brasileiro. O real apresentou o melhor desempenho entre as moedas mais líquidas.
Dados do Banco Central mostraram entrada líquida de US$ 2,215 bilhões pelo canal financeiro entre 21 e 25 de setembro. Esse canal reúne investimentos estrangeiros em ações, renda fixa e outros ativos. O fluxo cambial total ficou positivo em US$ 3,054 bilhões no período.
Apesar da queda ante o real, o DXY, índice que mede o dólar diante de uma cesta de seis moedas fortes, subia 0,12% no fim da tarde, aos 101,499 pontos. Em setembro, o indicador acumulou alta superior a 2% e, no ano, avançou cerca de 3,20%.