O Ibovespa, principal índice da B3, fechou nesta segunda-feira (28/9) em queda de 0,26%, aos 182.991,13 pontos, no quarto pregão consecutivo de baixa, pressionado pela cautela nos mercados internacionais e pelo cenário eleitoral brasileiro. O resultado está em linha com Nova York, onde o Dow Jones caiu 0,68%, o S&P 500 recuou 0,77% e o Nasdaq perdeu 0,98%.
O petróleo chegou a subir cerca de 4% diante das incertezas sobre as negociações entre Estados Unidos e Irã para a reabertura do Estreito de Ormuz, importante rota para o transporte mundial da commodity. O movimento perdeu força ao longo do dia e o Brent para dezembro fechou em alta de 0,40%, a US$ 97,83 por barril.
No Brasil, a proximidade do primeiro turno das eleições presidenciais manteve a disputa entre os principais fatores acompanhados pelos investidores. Pesquisas divulgadas nesta segunda-feira mostraram uma disputa apertada entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro, mas com vantagem ao petista.
O mercado também repercutiu o Boletim Focus, que traz nova alta na projeção do IPCA de 2026 e 2027, que subiu de 4,92% para 4,99% em 2026 e de 4,30% para 4,31% em 2027. A estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) caiu de 1,88% para 1,86%.
No dia, Petrobras ON avançou 1,83% e Petrobras PN subiu 1,52%, acompanhando a valorização do petróleo. Vale ganhou 0,55%, apesar da queda de 0,91% do minério de ferro.
Os bancos fecharam em baixa. Bradesco recuou 1,23%, Itaú caiu 1%, BTG Pactual perdeu 0,72%, Banco do Brasil cedeu 0,46% e Santander teve queda de 0,20%.
O Ibovespa oscilou entre 181.931,36 e 184.094,65 pontos. O volume financeiro negociado na B3 foi de R$ 25,2 bilhões.
Câmbio – O dólar subiu 0,86%, fechando a R$ 5,22, maior cotação de encerramento desde 30 de março. A moeda acompanhou sua valorização no exterior, diante da expectativa de juros mais elevados nos Estados Unidos e das tensões no Oriente Médio.
A possibilidade de novas pressões inflacionárias provocadas pelo petróleo, combinada com dados ainda fortes da atividade americana e declarações de dirigentes do Federal Reserve, aumentou as expectativas de manutenção dos juros em patamares elevados.