Debêntures incentivadas atingem menor patamar do ano, em agosto

As emissões de debêntures incentivadas somaram R$ 170 milhões em agosto, o menor volume mensal desde janeiro de 2019, segundo dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). A trajetória mensal perdeu ritmo após as captações mais elevadas do início do ano, especialmente em março, quando o volume chegou a R$ 21,5 bilhões.

Nos oito primeiros meses deste ano foram emitidas R$ 72,8 bilhões em debêntures incentivadas, queda de 25,2% em comparação ao mesmo período do ano passado.

Na distribuição setorial, energia elétrica permaneceu na liderança, com R$ 39,8 bilhões captados entre janeiro e agosto, o equivalente a cerca de 55% das emissões no período. Na sequência aparecem transporte e logística, com R$ 9 bilhões; saneamento, com R$ 6,3 bilhões; assistência médica, com R$ 4,7 bilhões; e tecnologia da informação e telecomunicações, com R$ 3,7 bilhões.

Mercado secundário – Em contraste com o mercado primário, as negociações de debêntures incentivadas no mercado secundário permaneceram em patamar elevado. O volume movimentado em agosto foi de R$ 28,3 bilhões. No acumulado do ano, as negociações alcançaram R$ 276 bilhões, crescimento de 22,3% em relação ao mesmo período de 2025.

“O resultado de agosto reforçou uma desaceleração das emissões de debêntures incentivadas observada ao longo de 2026. Tudo indica um movimento pontual por conta das incertezas trazidas com a proximidade das eleições” comenta Erika Lacreta, gerente executiva de mercado de capitais da Anbima.