Ibovespa cai com petróleo e cautela; dólar sobe para R$ 5,14

O Ibovespa, principal índice da B3, fechou nesta segunda-feira (14/9) em queda de 0,91%, aos 185.500,88 pontos, pressionado pela alta do petróleo, pelas preocupações com investimentos em inteligência artificial e pelas incertezas políticas no Brasil. Em Nova York, o Dow Jones caiu 0,29%, o S&P 500 recuou 0,48% e o Nasdaq perdeu 0,56%.

A desvalorização chegou a ser mais intensa, mas perdeu força depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sinalizar disposição para negociar um acordo com o Irã. Segundo ele, os dois países concordaram em suspender ataques contra estruturas de energia.

O petróleo Brent subiu 1,02%, fechando a US$ 105,68 por barril. A commodity permaneceu em nível elevado diante das incertezas sobre os conflitos que afetam sua oferta, aumentando as preocupações com a inflação e os juros internacionais.

No Brasil, os investidores repercutiram a pesquisa Quaest sobre a corrida presidencial. Em uma simulação de segundo turno, Flávio Bolsonaro apareceu com 42% das intenções de voto, ante 40% de Luiz Inácio Lula da Silva. No levantamento anterior, os dois estavam empatados com 41%.

O resultado não foi suficiente para sustentar a Bolsa, que também passou por uma realização de lucros após acumular alta superior a 5% em setembro. O mercado continuou aguardando novas pesquisas e informações sobre os desdobramentos das investigações envolvendo Flávio Bolsonaro.

A Vale caiu 3,48%, recuando mais que o minério de ferro, que perdeu 1,60%. Petrobras ON cedeu 0,48% e Petrobras PN recuou 0,16%, apesar da valorização do petróleo.

No setor financeiro, Banco do Brasil perdeu 1,65%, Bradesco caiu 1,40%, Itaú recuou 0,89%, Santander teve baixa de 0,82% e BTG Pactual cedeu 0,56%.

O Ibovespa oscilou entre 183.813,36 e 187.320,96 pontos. O volume financeiro negociado na B3 foi de R$ 24,5 bilhões.

Dólar – No câmbio, o dólar subiu 0,43%, fechando o dia em R$ 5,14. A moeda foi favorecida pela cautela global com o conflito no Oriente Médio e pelas incertezas em torno da decisão de política monetária do Federal Reserve nesta semana. As expectativas para as eleições brasileiras também permaneceram no radar dos investidores, com Flávio Bolsonaro superando Lula na pesquisa sobre o 2º turno das eleições.

O DXY, índice que mede o dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, subia 0,39% no fim da tarde, aos 99,500 pontos, depois de alcançar 99,736 pontos pela manhã. O rendimento dos Treasuries de dez anos estava em 4,98%.

Apesar da alta desta sessão, o dólar acumula queda de 0,62% em setembro.