
O Ibovespa, principal índice da B3, fechou nesta quarta-feira (9/9) em queda de 0,93%, aos 185.629,04 pontos, pressionado pela alta do petróleo acima de US$ 100 por barril, pelo avanço dos juros futuros e por uma onda de realização de lucros. O índice acompanhou as bolsas de Nova York, onde o Dow Jones caiu 0,77%, o S&P 500 recuou 0,48% e o Nasdaq perdeu 0,64%.
O petróleo Brent subiu 3,33%, a US$ 101,18 por barril, maior cotação desde julho, com a escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã. O Irã afirmou ter atacado dez navios nas proximidades do Estreito de Ormuz em resposta aos Estados Unidos, que afundaram cinco petroleiros iranianos.
O mercado também acompanhou ataques dos houthis, apoiados pelo Irã, a instalações sauditas de petróleo e energia. O episódio ampliou as preocupações com os embarques pelo Mar Vermelho, rota alternativa ao Estreito de Ormuz, e com os efeitos da valorização da commodity sobre a inflação global e os juros.
No Brasil, a alta dos juros futuros pressionou principalmente as ações de empresas mais sensíveis às taxas, como bancos e varejistas. O pregão também foi marcado pela realização de lucros após o Ibovespa acumular valorização superior a 5% em setembro.
A cautela aumentou com a crise institucional no Supremo Tribunal Federal e com as pesquisas eleitorais que indicam empate entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro.
No dia, Petrobras ON subiu 0,85% e Petrobras PN avançou 0,69%, sustentadas pela valorização do petróleo. A Vale recuou 0,11%, acompanhando a queda de 0,27% do minério de ferro em Dalian, na China. No setor financeiro, Itaú caiu 0,90%, Bradesco perdeu 0,99% e Banco do Brasil recuou 0,09%.
O Ibovespa oscilou entre 184.810,27 e 187.362,44 pontos. O volume financeiro negociado na B3 foi de R$ 26,9 bilhões.
Câmbio – No câmbio, o dólar subiu 0,52%, fechando o dia em R$ 5,11. A moeda foi favorecida pelo agravamento das tensões no Oriente Médio e pela crise institucional no STF, fatores que aumentaram a percepção de risco e interromperam o movimento recente de valorização do real.
No cenário doméstico, a instabilidade institucional gerada pela crise do STF elevou o prêmio de risco dos ativos brasileiros e levou o real a registrar o pior desempenho entre 33 moedas acompanhadas.
Operadores também atribuíram parte da alta do dólar a um ajuste técnico após a valorização recente do real, favorecida pelas pesquisas que mostraram uma disputa presidencial mais apertada.
O Banco Central anunciou para esta quinta-feira (10/9) uma operação conhecida como “casadão”, composta pela venda à vista de US$ 1 bilhão e pela oferta de US$ 1 bilhão em swaps cambiais reversos. A autoridade monetária também realizou nesta quarta-feira um leilão de rolagem de swaps cambiais tradicionais.