
O Boletim Focus divulgado nesta terça-feira (8/9) pelo Banco Central reduziu pela segunda semana consecutiva a projeção para a inflação de 2026. Para 2027, horizonte relevante para as decisões de política monetária, a estimativa subiu, embora apenas um ponto percentual, pela quarta semana seguida.
O Focus é elaborado a partir de pesquisa realizada semanalmente pela autoridade monetária com instituições do mercado financeiro, incluindo bancos, gestoras de recursos, consultorias, associações de classe e fundos de pensão. O levantamento reúne as medianas das projeções para quatro variáveis: IPCA, PIB, câmbio e Selic.
A previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2026 caiu de 5,01% na semana passada para 5% nesta, permanecendo 0,70 ponto percentual acima do teto da meta, de 4,30%. Para 2027, a projeção avançou de 4,28% para 4,29%. As estimativas para 2028 e 2029 permaneceram estáveis em 3,80% e 3,50%, respectivamente (ver quadro acima).
A expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2026 subiu de 1,92% para 1,93%. Para 2027, a projeção permaneceu em 1,50%, enquanto a estimativa para 2028 recuou de 1,98% para 1,96%. A previsão para 2029 continuou em 2%.
A projeção para o dólar permaneceu em R$ 5,20 no encerramento de 2026 e em R$ 5,30 para 2027 e 2028. Para 2029, a cotação esperada da moeda norte-americana caiu de R$ 5,36 para R$ 5,35.
As projeções para a Selic permaneceram estáveis em todas as janelas. O mercado manteve as estimativas de 13,75% ao ano no encerramento de 2026, 12% em 2027, 10,50% em 2028 e 10% em 2029.
