
O Ibovespa, principal índice da B3, fechou nesta quinta-feira (3/9) praticamente estável, com leve queda de 0,01%, aos 185.188,13 pontos, interrompendo uma sequência de 11 pregões consecutivos de alta. O índice ficou dividido entre a realização de lucros após o “trade eleitoral” e o ambiente externo favorável aos ativos de risco. Em Nova York, o Dow Jones subiu 1,18%, o S&P 500 avançou 1,06% e o Nasdaq ganhou 1,40%.
As bolsas norte-americanas reagiram às declarações do diretor do Federal Reserve, Christopher Waller, que reduziram as expectativas de uma alta dos juros na próxima reunião de política monetária. No mercado brasileiro, porém, investidores realizaram parte dos ganhos acumulados nos últimos pregões.
O cenário eleitoral também permaneceu no radar. Os investidores aguardavam a divulgação de uma nova pesquisa Datafolha após o fechamento do mercado, que poderia confirmar o empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro apontado por levantamentos recentes.
Entre as principais ações, Vale caiu 2,91%, apesar da alta do minério de ferro no mercado internacional. Petrobras ON recuou 1,79% e Petrobras PN perdeu 1,33%, enquanto os preços do petróleo ficaram próximos da estabilidade. A PRIO caiu 4,52%.
Os bancos tiveram desempenho predominantemente positivo. BTG Pactual avançou 1,96%, Santander subiu 1,74%, Itaú ganhou 1,23%, Banco do Brasil teve alta de 0,85% e Bradesco avançou 0,23%.
O Ibovespa oscilou entre 184.718,36 e 188.891,50 pontos. O volume financeiro negociado na B3 foi de R$ 35,2 bilhões. O índice acumula alta de 4,38% em setembro, de 5,42% na semana e de 15% em 2026.
Câmbio – No câmbio, o dólar caiu 0,08%, fechando o dia em R$ 5,10, na quarta sessão consecutiva de desvalorização. O movimento refletiu a redução das apostas em uma alta dos juros dos Estados Unidos em setembro.
Na véspera da divulgação do payroll (nível de emprego) nos Estados Unidos,o diretor do Fed, Christopher Waller, afirmou que pode apoiar a manutenção dos juros caso os dados de inflação de agosto confirmem os sinais recentes de desaceleração.
O DXY, índice que mede o dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, rompeu o piso de 99 pontos e estava próximo de 98,960 pontos no fim da tarde, após atingir a mínima de 98,831 pontos.
O dólar acumula queda de 1,77% na semana e de 1,46% nos três primeiros pregões de setembro. Em agosto, a moeda havia avançado 2,16%.