Ibovespa avança 1,30% com Petrobras; dólar recua para R$ 5,15

O Ibovespa, principal índice da B3, fechou nesta terça-feira (1/9) em alta de 1,30%, aos 179.722,48 pontos, apoiado pelo retorno dos investidores estrangeiros, pelo avanço da Petrobras e pelas expectativas relacionadas à eleição presidencial de 2026. Em Nova York, o Dow Jones caiu 0,79%, o S&P 500 recuou 0,71% e o Nasdaq perdeu 1,03%, diante das tensões no Oriente Médio e da alta do petróleo.
A valorização da bolsa brasileira ganhou força com a montagem de posições em opções de compra, conhecidas como calls, para dezembro do EWZ, principal ETF de ações brasileiras negociado nos Estados Unidos, e da Petrobras.
No cenário eleitoral, pesquisas recentes mostraram uma redução da diferença entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro em simulações de segundo turno. O movimento tem sido acompanhado pelos investidores diante das expectativas para a condução da política fiscal.
O PIB brasileiro também permaneceu no radar. A economia cresceu 0,5% no segundo trimestre de 2026 ante os três meses anteriores. Apesar de vir em linha com as expectativas, o resultado indicou desaceleração da atividade, principalmente nos setores de serviços e no consumo das famílias, reforçando a percepção de que pode haver espaço para novos cortes da Selic.
O petróleo Brent para novembro subiu 4,60%, a US$ 94,65 por barril, em meio à intensificação dos ataques entre Estados Unidos e Irã e às preocupações com o Estreito de Ormuz. A alta impulsionou Petrobras ON, que avançou 4,14%, e Petrobras PN, com ganho de 4,11%.
A Vale subiu 0,58%, superando a leve valorização do minério de ferro na China. Entre os bancos, BTG Pactual ganhou 2,30%, Banco do Brasil avançou 2,27%, Bradesco subiu 1,22% e Itaú teve alta de 0,96%. Santander recuou 0,74%.
Câmbio – No câmbio, o dólar à vista caiu 0,47%, fechando o dia em R$ 5,15. A desvalorização refletiu a redução dos prêmios de risco nos ativos brasileiros diante da percepção de uma disputa mais acirrada na eleição presidencial, mesmo com o fortalecimento da moeda norte-americana no exterior e a alta dos rendimentos dos Treasuries.
A valorização do petróleo produziu efeitos distintos sobre o real. De um lado, elevou a percepção de risco global e pressionou os juros dos títulos norte-americanos. De outro, favoreceu os termos de troca do Brasil, relação entre os preços dos produtos exportados e importados, contribuindo para a entrada de dólares no país. O real apresentou o segundo melhor desempenho entre as principais moedas, atrás apenas do peso colombiano.
O DXY, índice que mede o dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, subia 0,26% no fim da tarde, aos 99,689 pontos, depois de atingir 99,722 pontos. Os investidores agora aguardam o payroll de agosto, relatório mensal de emprego dos Estados Unidos, que será divulgado na sexta-feira (4/9).