Emissões de debêntures incentivadas crescem 9,9% no mês de julho

As emissões de debêntures incentivadas somaram R$ 6,8 bilhões em julho, alta de 9,9% em relação ao mês anterior, quando alcançaram R$ 6,2 bilhões. Apesar da recuperação, o volume ficou 52,2% abaixo dos R$ 14,2 bilhões emitidos em julho de 2025, segundo dados da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais).

Entre janeiro e julho, as ofertas totalizaram R$ 71,9 bilhões, ante R$ 88,8 bilhões no mesmo período de 2025. As emissões permaneceram concentradas no setor de energia elétrica, que respondeu por R$ 39 bilhões, o equivalente a cerca de 54% do total captado no período.

Enquanto o mercado primário apresentou ritmo mais moderado, o secundário registrou R$ 247,7 bilhões em negociações nos sete primeiros meses do ano, crescimento de 24% em relação ao mesmo intervalo de 2025. Somente em julho, foram negociados R$ 28,8 bilhões.

“Os números sugerem que, mesmo em um ambiente menos favorável para novas emissões do que o observado nos últimos anos, os papéis já emitidos continuam apresentando elevada liquidez, encontrando espaço nas carteiras dos investidores e mostrando a profundidade do nosso mercado”, afirma Erika Lacreta, gerente de Representação da Anbima.

No mercado primário, intermediários e demais participantes ligados à distribuição responderam por 61,5% das alocações realizadas em 2026, enquanto os fundos de investimento representaram 30,7% do volume encerrado.

O IDA-IPCA Infraestrutura, índice da Anbima que acompanha o desempenho das debêntures incentivadas, acumulou rentabilidade de 8,62% entre janeiro e julho de 2026.