O Ibovespa, principal índice da B3, fechou nesta quinta-feira (20/8) em alta de 0,06%, aos 167.927,15 pontos, sustentado pelas ações de Petrobras e Vale. A bolsa brasileira operou em descompasso com as bolsas de Nova York, onde o Dow Jones caiu 1,31%, o S&P 500 perdeu 0,86% e o Nasdaq recuou 1%.
A alta da Petrobras refletiu o avanço do petróleo Brent, que avançou 2,36% para outubro, a US$ 93,78 por barril, diante das tensões entre Estados Unidos e Irã e do fechamento do Estreito de Ormuz. Petrobras ON subiu 2,64%, e Petrobras PN valorizou 2,81%.
A Vale avançou 2,62%, apesar da queda de 1,19% do minério de ferro na China. As altas ajudaram a compensar o desempenho negativo do setor financeiro: Bradesco caiu 1,69%, BTG Pactual recuou 1,29% e Itaú perdeu mais de 2%. Santander avançou 0,94%.
A saída de capital estrangeiro continuou no radar. Até 18 de agosto, no mês os investidores estrangeiros haviam retirado quase R$ 21 bilhões da Bolsa. O mercado também acompanhou os sinais de aumento da inadimplência e os efeitos dos juros elevados sobre a qualidade do crédito dos bancos.
O Ibovespa oscilou entre 166.965,79 e 169.752,35 pontos. O volume financeiro negociado na B3 foi de R$ 26,2 bilhões.
Câmbio – No câmbio, o dólar subiu 0,32%, fechando o dia em R$ 5,19. A moeda acompanhou o movimento no exterior, em meio às novas medidas econômicas anunciadas pelos Estados Unidos contra o Irã e à alta dos juros dos Treasuries.
O DXY, índice que mede o desempenho do dólar diante de uma cesta de seis moedas globais, operava em alta, próximo dos 98,800 pontos. A ata do Federal Reserve voltou a indicar preocupação com a inflação, mas não alterou a expectativa predominante de manutenção dos juros em setembro.
Frente ao real, o dólar acumula alta de 2,16% na semana e de 2,42% em agosto. Em 2026, a moeda ainda registra queda de 5,39%.