Ibovespa cai 2,50% com cautela eleitoral e dólar vai a R$ 5,16

O Ibovespa, principal índice da B3, fechou nesta terça-feira (11/8) em queda de 2,50%, aos 167.874,64 pontos, pressionado pelo corte da recomendação do JPMorgan para os ativos brasileiros e pelas incertezas eleitorais. Foi o sexto recuo consecutivo, levando o índice ao menor nível desde 20 de janeiro. A bolsa brasileira seguiu as bolsas de Nova York, onde o Dow Jones caiu 0,34%, o S&P 500 recuou 0,32% e o Nasdaq perdeu 0,60%.

O JPMorgan reduziu a recomendação para os ativos brasileiros de compra para neutra, citando o menor espaço para novos cortes de juros, a desaceleração da atividade e o histórico de maior volatilidade nos seis meses anteriores às eleições. Segundo a B3, os investidores estrangeiros retiraram R$ 5,5 bilhões da bolsa em agosto até o dia 7.

As pesquisas CNT/MDA e Futura, que apontaram vantagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre Flávio Bolsonaro, também aumentaram a cautela. O IPCA de julho subiu 0,07%, acima da projeção de 0,03%, mas a inflação em 12 meses ficou abaixo do teto da meta, de 4,5%. A ata do Copom manteve tom semelhante ao comunicado que acompanhou o corte da Selic para 14% ao ano.

O Ibovespa oscilou entre 167.568,94 e 172.385,51 pontos, com volume financeiro de R$ 31,8 bilhões. Banco do Brasil caiu 3,74%, Itaú recuou 3,51% e Bradesco perdeu 2,27%, enquanto Santander avançou 0,92%. Petrobras ON e PN cederam 1,44% e 1,35%, respectivamente, e Vale caiu 2,02%.

No câmbio, o dólar subiu 0,98%, fechando o dia em R$ 5,16. O corte da recomendação do JPMorgan e as pesquisas eleitorais pressionaram o real. A moeda americana acumula alta de 1,78% em agosto e queda de 5,98% em 2026.

No exterior, o DXY, índice que mede o desempenho do dólar diante de uma cesta de seis moedas globais, ficou próximo da estabilidade, na região dos 99,800 pontos. Os investidores aguardam o CPI dos Estados Unidos, enquanto o petróleo subiu mais de 1% diante do impasse entre Estados Unidos e Irã sobre a reabertura do Estreito de Ormuz.