Ibovespa fica estável com commodities e dólar sobe a R$ 5,08

O Ibovespa, principal índice da B3, fechou nesta segunda-feira (3/8) estável, aos 178.000,24 pontos, pressionado pelas quedas da Vale e da Petrobras, em meio ao recuo dos preços do minério de ferro e do petróleo. O índice operou em descompasso com as bolsas de Nova York, onde o Dow Jones subiu 1,32%, o S&P 500 avançou 1,48% e o Nasdaq ganhou 2,13%.

A bolsa chegou a cair aos 176.783,14 pontos, mas recuperou as perdas com o recuo dos juros futuros e encerrou abaixo da máxima de 178.556,60 pontos. O volume financeiro somou R$ 16,2 bilhões.

A melhora foi sustentada pelas expectativas de inflação mais baixa e de corte de 0,25 ponto percentual da Selic na reunião do Copom desta quarta-feira (5/8). O Boletim Focus reduziu de 14% para 13,75% a projeção para a taxa no fim de 2026 e de 5,12% para 5,03% a estimativa para o IPCA.

A Vale caiu 2,15%, acompanhando o recuo de 2,85% do minério de ferro na China. A Petrobras perdeu 0,86% nas ações ordinárias e 0,85% nas preferenciais. Entre os bancos, Santander avançou 1,08%, Itaú ganhou 0,70%, Bradesco subiu 0,65% e Banco do Brasil recuou 0,37%.

No câmbio, o dólar subiu 0,33%, fechando o dia em R$ 5,08. A queda de cerca de 5% do petróleo, após sinais de possíveis negociações entre Estados Unidos e Irã, reduziu a perspectiva de entrada de recursos pelas exportações brasileiras. No exterior, o DXY avançou 0,03%. A moeda americana acumula queda de 7,32% em 2026 diante do real.