O Ibovespa, principal índice da B3, fechou nesta quinta-feira (30/7) em alta de 1,88%, aos 177.158,86 pontos, impulsionado pela melhora do apetite ao risco após os dados de inflação e de atividade dos Estados Unidos. O índice seguiu as bolsas de Nova York, onde o Dow Jones subiu 1,19%, o S&P 500 avançou 1,67% e o Nasdaq ganhou 2,78%.
O núcleo do PCE americano, que mede a inflação naquele país, avançou 0,1% em junho, abaixo da expectativa de 0,2%, enquanto o PIB cresceu 1,5% em termos anualizados no segundo trimestre, ante projeção de 2,1%. Os dados reduziram os temores de uma postura mais rígida do Federal Reserve.
No Brasil, a queda de 1,16% do IGP-M em julho reforçou as apostas em corte da Selic na próxima reunião do Copom. O Ibovespa oscilou entre 173.884,55 e 177.158,86 pontos, encerrando na máxima do dia. O volume financeiro somou R$ 22,7 bilhões. O índice acumula altas de 1,79% na semana, 2,98% no mês e 9,95% em 2026.
Entre as ações de maior peso no índice, Itaú avançou 2,20%, Banco do Brasil ganhou 1,97% e Santander recuou 1,48%. A Petrobras subiu 2,19% nas ações ordinárias e 2% nas preferenciais, enquanto a Vale teve alta de 1,39%.
No câmbio, o dólar caiu 0,93%, fechando o dia em R$ 5,06. A entrada de recursos estrangeiros, o maior apetite por moedas emergentes e o recuo de 0,93% do DXY favoreceram o real. A taxa de desemprego de 5,4% e o déficit primário de R$ 48,178 bilhões tiveram impacto limitado sobre o mercado cambial.