
O Ibovespa, principal índice da B3, fechou nesta quarta-feira (22/7) em alta de 2,44%, aos 177.547,57 pontos, interrompendo uma sequência de cinco pregões consecutivos de queda. A valorização foi sustentada pela entrada de investidores estrangeiros e pelos ganhos de Vale, Petrobras, bancos e WEG, apesar da cautela no exterior diante da temporada de balanços e das tensões entre Estados Unidos e Irã. A alta contrastou com as bolsas de Nova York, onde o Dow Jones recuou 0,01%, o S&P 500 caiu 0,14% e o Nasdaq perdeu 0,57%.
O Ibovespa permaneceu no campo positivo durante toda a sessão, oscilando entre a mínima de 173.328,05 pontos e a máxima de 177.641,24 pontos, em alta de 2,49%. O volume financeiro somou R$ 22,57 bilhões. Com o resultado, o índice acumula valorização de 3,21% em julho e de 10,19% em 2026.
A alta ocorreu no primeiro dia de vigência da tarifa adicional de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, que atinge cerca de 20% das exportações do país para o mercado americano. Durante a tarde, o governo anunciou o Plano Brasil Soberano 3, que prevê R$ 18,5 bilhões em linhas de crédito com juros subsidiados para exportadores e setores considerados estratégicos.
Entre as ações de maior peso no índice, a Vale avançou 3,96%, após divulgar que a produção de minério de ferro no segundo trimestre alcançou o maior volume para o período desde 2018. O mercado também repercutiu a eleição de Manuel Lino Silva de Sousa Oliveira, conhecido como Ollie.
A Petrobras subiu 2,39% nas ações ordinárias e 2,21% nas preferenciais, acompanhando a valorização de cerca de 3% do petróleo Brent, que se aproximou de US$ 94 por barril. A commodity foi impulsionada pelos riscos de interrupções no transporte marítimo nos estreitos de Ormuz e Bab el-Mandeb.
Câmbio – No câmbio, o dólar caiu 0,43%, fechando o dia em R$ 5,05. A valorização do real foi impulsionada pela alta do petróleo, pela entrada de recursos estrangeiros e pelo aumento das operações de carry trade, nas quais investidores captam recursos em países com juros menores e os aplicam em mercados que oferecem taxas mais elevadas.
Como o Brasil é exportador líquido de petróleo, a valorização da commodity também melhorou as perspectivas para a balança comercial. Segundo dados do Banco Central, o fluxo cambial acumulado de 2026 até julho ficou positivo em US$ 17,9 bilhões.
No exterior, o DXY, índice que compara o dólar a uma cesta de seis moedas fortes, ficou praticamente estável, com leve baixa de 0,05%, indicando que o desempenho da moeda americana diante do real esteve mais relacionado aos fatores internos.