
O Boletim Focus desta semana mostra nova redução da pressão inflacionária no curto prazo. A projeção do IPCA para 2026 recuou de 5,16% para 5,15%, registrando a terceira semana consecutiva de queda. Embora o ajuste tenha sido pequeno, a continuidade do movimento reforça a percepção de alguma melhora nas expectativas mais imediatas, depois de o indicador ter alcançado níveis mais elevados nas semanas anteriores (ver tabela abaixo).
Para 2027, a projeção da inflação ficou estável em 4,20%, interrompendo a sequência de altas observada até a semana passada. Com isso, os dois horizontes mais próximos passaram a mostrar sinais de acomodação: queda da estimativa para 2026 e estabilidade para 2027, ainda que ambas permaneçam em patamares elevados.
Os demais indicadores também não tiveram alterações para 2026 e 2027. A projeção para o PIB permaneceu em 1,99% no próximo ano e em 1,65% no seguinte. No câmbio, as estimativas seguiram em R$ 5,20 e R$ 5,28, respectivamente, enquanto a Selic foi mantida em 14,00% para 2026 e em 12,00% para 2027.
Nos horizontes mais longos, houve movimentos pontuais. A projeção do IPCA para 2028 subiu de 3,70% para 3,78%, enquanto a de 2029 permaneceu em 3,50%. Já a estimativa para o dólar em 2028 recuou de R$ 5,34 para R$ 5,30, ao passo que a de 2029 ficou estável em R$ 5,40.
As projeções para o PIB seguiram em 2,00% tanto em 2028 quanto em 2029. A Selic também permaneceu inalterada, em 10,50% e 10,00%, respectivamente. No conjunto, o Focus mostra uma acomodação das expectativas no curto e no médio prazo, com queda do IPCA de 2026 e estabilidade dos principais indicadores para os dois anos mais próximos.
