O Ibovespa, principal índice da B3, fechou nesta quinta-feira (16/7) em queda de 1,24%, aos 173.825,27 pontos, pressionado pela confirmação da tarifa de 25% dos Estados Unidos sobre parte dos produtos brasileiros e pelas incertezas sobre uma eventual resposta do governo brasileiro. A bolsa brasileira seguiu as bolsas de Nova York, onde o Dow Jones caiu 0,20%, o S&P 500 recuou 0,51% e o Nasdaq perdeu 1,47%.
Embora a medida tenha incluído uma ampla lista de exceções e seja considerada de impacto limitado pela equipe econômica, os investidores acompanharam a possibilidade de aplicação da Lei da Reciprocidade Econômica. O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou que o governo poderá utilizar a legislação no momento considerado adequado. No pregão, o Ibovespa oscilou entre 176.011,31 pontos na máxima e 173.536,56 pontos na mínima, com volume financeiro de R$ 19,06 bilhões.
Entre as blue chips, a Petrobras acompanhou a queda do petróleo, com recuos de 1,95% nas ações ordinárias e de 1,72% nas preferenciais. O Brent para setembro caiu 0,85%, a US$ 84,23 por barril. A Vale perdeu 2,05%, enquanto os bancos também pressionaram o índice, com baixas de 1,37% do Itaú e de 1,02% do Bradesco PN.
Câmbio – No mercado de câmbio, o dólar subiu 0,40%, fechando o dia em R$ 5,10, impulsionado pela aversão ao risco provocada pelas tarifas americanas, pela escalada das tensões no Oriente Médio e por dados econômicos mais fortes nos Estados Unidos.
Novos ataques americanos contra o Irã e ameaças dos rebeldes houthis contra a Arábia Saudita aumentaram a cautela dos investidores. Apesar da pressão externa, o real encontrou algum suporte nas operações de carry trade e nos efeitos positivos dos preços elevados do petróleo sobre os termos de troca brasileiros.