
O Ibovespa, principal índice da B3, fechou nesta terça-feira (7/7) em queda de 0,25%, aos 172.020,68 pontos, pressionado pelo aumento da aversão a risco no exterior e pela cautela dos investidores com ações de tecnologia e inteligência artificial. A bolsa brasileira seguiu as bolsas de Nova York, onde o Dow Jones caiu 0,26%, o S&P 500 recuou 0,45% e o Nasdaq perdeu 1,19%.
A piora do humor veio após os Estados Unidos revogarem a autorização para que o Irã vendesse petróleo, em mais um capítulo das disputas entre os dois países. Sem divulgações relevantes no cenário doméstico, os investidores locais voltaram as atenções para os dados do varejo, previstos para a quarta-feira, e para o IPCA de junho, que sai na sexta-feira. No pregão, o índice oscilou entre 173.543,67 pontos na máxima intradiária e 171.417,06 pontos na mínima, com volume financeiro de R$ 20,2 bilhões.
Entre as blue chips, Petrobras e Vale pesaram sobre o índice. As ações da estatal caíram 1,27% nas ordinárias e 1,25% nas preferenciais, enquanto a mineradora recuou 1,33%, apesar da estabilidade do minério de ferro. Os grandes bancos também fecharam em baixa e ajudaram a puxar o índice para baixo.
Câmbio – No mercado de câmbio, o dólar subiu 0,41%, fechando o dia em R$ 5,15, e interrompeu uma sequência de três sessões seguidas de queda.
A alta da moeda americana refletiu o aumento das tensões no Oriente Médio e a expectativa de manutenção de juros elevados nos Estados Unidos. A revogação da licença para venda de petróleo iraniano elevou o Brent em 3,01%, para US$ 74,16 por barril, e contribuiu para a alta dos rendimentos dos Treasuries. No exterior, o índice DXY avançava cerca de 0,20% no fim da tarde, aos 101,050 pontos, enquanto os investidores aguardavam a divulgação da ata da reunião de junho do Federal Reserve.