
A Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) apresentou nesta quarta-feira (1/7) a primeira edição do Informe de Investimentos das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPC), publicação que passará a ter periodicidade anual. O relatório reúne informações sobre a alocação dos recursos garantidores dos fundos de pensão, mostrando a segmentação por ativos tanto no consolidado das entidades quanto por planos de benefícios de cada EFPC.
Os dados mostram aumento da concentração das EFPCs em renda fixa entre dezembro de 2024 e dezembro de 2025, passando de R$ 1,00 trilhão para R$ 1,13 trilhão no período de 12 meses, o que representou um aumento de participação na carteira de 82,8% para 85,0%.
O avanço da renda fixa ocorreu em um ano em que parte das demais classes perdeu espaço. A renda variável recuou de R$ 104,86 bilhões para R$ 98,35 bilhões, reduzindo sua fatia de 8,7% para 7,4%. Os investimentos estruturados caíram de R$ 24,66 bilhões para R$ 13,02 bilhões, passando de 2,0% para 1,0% da carteira. O segmento imobiliário ficou praticamente estável em valor, em R$ 38,78 bilhões, mas sua participação caiu de 3,2% para 2,9%.
As operações com participantes mantiveram participação de 2,1%, com volume de R$ 27,68 bilhões em dezembro de 2025. Já os investimentos no exterior cresceram de R$ 13,66 bilhões para R$ 20,96 bilhões, elevando sua fatia de 1,1% para 1,6% da carteira consolidada.
A abertura por tipo de plano mostra diferenças relevantes na composição dos investimentos. Os planos de Contribuição Definida (CD) eram os mais concentrados em renda fixa, com 89,9% dos recursos nessa classe em dezembro de 2025, enquanto nos planos de Contribuição Variável (CV) a participação era de 84,9% e nos planos de Benefício Definido (BD) ficava em 83,3%.
Os planos BD apresentavam a maior exposição relativa à renda variável, com 9,1% da carteira, ante 6,6% nos CV e 4,2% nos CD. Também eram os BD que tinham maior participação em ativos imobiliários, com 4,4% dos recursos, enquanto os CV concentravam a maior fatia em operações com participantes, com 3,0%.
O informe também traz também dados sobre concentração em ações, por emissores. As aplicações em papéis da Vale passaram de R$ 28,82 bilhões em dezembro de 2024 para R$ 35,39 bilhões em dezembro de 2025, indo de 15,7% para 19,6% a participação dessa ação no total que as EFPCs aplicavam em renda variável. Em seguida aparecem Petrobras, com R$ 6,79 bilhões e participação de 3,8%; Banco do Brasil, com R$ 6,12 bilhões e 3,4%; Itaú Holding, com R$ 5,49 bilhões e 3,0%; e Vibra Energia, com R$ 3,36 bilhões e 1,9%.
Na renda fixa, os maiores emissores privados também aparecem no radar da Previc. Segundo o relatório, 5,8% das aplicações da classe estavam concentradas em títulos do Bradesco, 3,9% em papéis do BTG Pactual e 2,2% em títulos da Caixa.
Além dos dados consolidados dos fundos de pensão, o novo informe permite consultar os investimentos dos planos de cada entidade, classificados de acordo com os segmentos previstos na Resolução CMN 4.994/2022. Segundo o informa, a abertura dessas informações tende a ampliar a transparência sobre o perfil de risco das carteiras e facilitar comparações entre entidades, modalidades de planos e estratégias de alocação.
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