Ibovespa cai com fiscal e Petrobras; dólar fecha a R$ 5,16

O Ibovespa, principal índice da B3, fechou nesta terça-feira (30/6) em queda de 0,68%, aos 172.024,12 pontos, pressionado pela ausência de fluxo estrangeiro, pelas preocupações com o cenário fiscal e pelo recuo de Petrobras e Vale. O movimento ocorreu em descompasso com as bolsas de Nova York, onde o Dow Jones subiu 0,26%, o S&P 500 avançou 0,79% e o Nasdaq ganhou 1,52%.

O índice chegou a reduzir perdas ao longo da sessão, depois que o Caged mostrou criação líquida de 72.960 vagas formais em maio, abaixo da expectativa de 120 mil postos, o que ajudou a aliviar os juros futuros. Ainda assim, o mercado reagiu negativamente ao déficit primário de R$ 56,131 bilhões do setor público consolidado em maio, acima da mediana projetada. No pregão, o Ibovespa oscilou entre 170.538,48 pontos na mínima e 173.204,72 pontos na máxima.

Entre as blue chips, a Petrobras caiu 1,25% nas ações ordinárias e 0,89% nas preferenciais, acompanhando a desvalorização do petróleo no mercado internacional. A Vale recuou 0,32%, apesar da alta de 0,61% do minério de ferro. No setor bancário, Banco do Brasil liderou as perdas, com queda de 1,73%.

Câmbio – No mercado de câmbio, o dólar caiu 0,22%, fechando o dia em R$ 5,16, em uma sessão de baixa volatilidade, apesar da virada do mês e do semestre, período tradicionalmente marcado por rolagem de contratos e disputa em torno da formação da Ptax.

Ao longo do dia, a moeda chegou a superar R$ 5,20, mas inverteu o sinal em meio à cautela dos investidores antes do payroll dos Estados Unidos e após a divulgação do relatório Jolts, que mostrou abertura de vagas acima do esperado. Com o resultado do dia, o dólar encerrou junho com alta de 2,38%, embora ainda acumule queda de 5,94% em 2026.