
O Ibovespa, principal índice da B3, fechou nesta quarta-feira (24/6) em queda de 0,44%, aos 170.506,66 pontos, após três sessões consecutivas de alta, pressionado pela queda do petróleo no mercado internacional, que afetou os papéis da Petrobras. A queda no Brasil destoou parcialmente das bolsas de Nova York, onde o Dow Jones subiu 0,36%, o S&P 500 caiu 0,10% e o Nasdaq recuou 0,43%.
O resultado no Brasil foi influenciado pela percepção de normalização do fluxo no Estreito de Ormuz, em meio ao avanço das negociações entre Estados Unidos e Irã, o que levou os preços do petróleo à terceira queda seguida. O Brent para setembro recuou 3,81%, a US$ 73,87 por barril, enquanto o WTI para agosto chegou a operar abaixo de US$ 70 durante o pregão. No cenário doméstico, os investidores também passaram a monitorar a divulgação do Relatório de Política Monetária, no Brasil, e do índice de gastos com consumo pessoal, o PCE, nos Estados Unidos. O índice oscilou entre 171.342,05 pontos na máxima intradiária e 169.668,34 pontos na mínima, com volume financeiro de R$ 27,6 bilhões.
Entre as blue chips, a Petrobras pesou na queda do índice, caindo 2,68% nas ações ordinárias e 2,64% nas preferenciais. A Vale também pressionou, ao cair 2,08%, em meio à movimentação interna envolvendo a disputa pela presidência do conselho. No setor bancário, o desempenho foi majoritariamente negativo, com recuo de 1,38% do Santander, de 1,07% do Bradesco e de 0,65% do Banco do Brasil. Na direção oposta, o BTG Pactual avançou 1,63%.
Câmbio – No mercado de câmbio, o dólar subiu 0,28%, fechando o dia em R$ 5,20, no maior nível de fechamento desde 30/3, em movimento puxado principalmente pelo ambiente externo, diante da expectativa de juros mais altos nos Estados Unidos e da queda do petróleo.
Pela manhã, a moeda americana chegou a tocar R$ 5,22, com parte do capital antes destinado ao Brasil migrando para mercados ligados ao setor de tecnologia e inteligência artificial, como Coreia do Sul e Taiwan. Segundo analistas, a perspectiva de um Federal Reserve mais restritivo e de um Banco Central brasileiro ainda mantendo aberta a possibilidade de novos cortes na Selic reduziu a atratividade do carry trade. Esse quadro, somado ao recuo do petróleo, enfraqueceu o suporte ao real no pregão.