O nome do jogo na custódia é tecnologia

Edição 387

Esta edição de Investidor Institucional traz reportagem especial sobre o segmento de custódia, que somava R$ 13,9 trilhões em ativos custodiados ao fim de março. Com 58 instituições participantes, das quais apresentamos as 30 maiores nesta edição, o setor é liderado pelo Bradesco, com R$ 2,86 trilhões em ativos.
Na segmentação do mercado, o Bradesco também lidera a custódia doméstica, com R$ 2,49 trilhões. O Citibank aparece à frente na custódia de ativos da Resolução 4.373, voltada a investidores estrangeiros, com R$ 1,42 trilhão. Já na custódia de ativos de fundos de pensão, a liderança volta a ser do Bradesco, com R$ 466 bilhões.
Hoje, o nome do jogo na custódia é tecnologia. Os clientes exigem rapidez nas operações, assertividade nos enquadramentos e precificação correta. Esses atributos se tornaram, no momento atual, ainda mais importantes do que preço.
Além desse especial sobre custódia, esta edição traz também entrevista com o presidente da Abipem, entidade representativa dos regimes próprios de previdência social (RPPS), João Figueiredo. Ele sustenta que há governança no segmento e recorre aos números para defender a tese de que os investimentos no Banco Master não foram relevantes nem revelam fragilidade estrutural do sistema. Segundo ele, dos 2,1 mil RPPS existentes, cerca de 200 foram procurados pelo banco e menos de 20 investiram na instituição (ver página 8).
A edição traz ainda reportagem sobre a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que julgou improcedente a ação do PSOL contra a lei que permitiu a adesão automática de servidores públicos federais aos fundos de pensão Funpresp-Exe e Funpresp-Jud. Segundo o presidente da Funpresp-Exe, Cícero Dias, esse mecanismo ajudou a elevar a adesão de 25% para mais de 90% (ver página 14).