Previc usará IA para detectar investimentos atípicos das EFPCs

A Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) realizou há dez dias visita técnica à sede da startup Finor, em Porto Alegre, que desenvolve para a autarquia uma solução tecnológica baseada em inteligência artificial para identificar investimentos atípicos das entidades fechadas de previdência complementar (EFPCs).

A ferramenta, que já está em fase final de implantação, deverá ampliar a agilidade e a segurança no monitoramento do setor. Segundo a Previc, o sistema utilizará a base de dados da autarquia, incluindo informações do Demonstrativo de Investimentos e do Demonstrativo Atuarial, além de dados sobre movimentações financeiras compartilhados pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e pela B3.

De acordo com o diretor-superintendente da Previc, Ricardo Pena, o uso da inteligência artificial permitirá “fazer o cruzamento de dados em tempo real, possibilitando a identificação de riscos de forma tempestiva e permitindo que o monitoramento atue de forma mais rápida, resultando em mais proteção ao setor e à sociedade”.

A autarquia afirma que a nova solução deverá processar milhares de dados em segundos, aumentando a capacidade de resposta da supervisão e criando no setor um “efeito sentinela”, ao induzir as entidades a adotar postura mais cautelosa e preventiva na gestão dos investimentos.

A parceria conta com apoio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). O protótipo já vem sendo utilizado pela equipe de monitoramento da sede da autarquia, em Brasília, e os próximos passos envolvem o treinamento da equipe de tecnologia da informação e dos técnicos dos escritórios regionais.

Solvência dos planos – Além da ferramenta voltada ao monitoramento de investimentos atípicos, a parceria com a Finor também avança em um segundo projeto, voltado à análise de solvência e do equilíbrio dos planos de previdência complementar. Esse sistema permitirá examinar as premissas usadas na precificação do passivo, realizar críticas técnicas e projetar os resultados dos planos para um horizonte de três anos. O início das operações oficiais está previsto para setembro.