O Ibovespa, principal índice da B3, fechou nesta terça-feira (16/6) em queda de 0,45%, aos 169.648,47 pontos, pressionado pelo recuo do petróleo, pelas incertezas em torno do cenário fiscal brasileiro e pela cautela antes da superquarta. O movimento veio em descompasso parcial com as bolsas de Nova York, onde o Dow Jones subiu 0,92%, enquanto o S&P 500 caiu 0,57% e o Nasdaq recuou 1,15%.
O mercado acompanhou a continuidade da queda do petróleo após a perspectiva de um acordo de paz entre Estados Unidos e Irã. O Brent para agosto caiu 5,06%, a US$ 78,96 por barril, fechando pela primeira vez desde março abaixo de US$ 80. No cenário doméstico, os investidores estão atentos à reunião do Copom, que deve divulgar nesta quarta-feira (17/6) a nova taxa básica de juros, assim como aos desdobramentos da pesquisa CNT/MDA, que apontou vantagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na disputa eleitoral.
No pregão, o Ibovespa oscilou entre 170.415,13 pontos na máxima intradiária e 169.121,31 pontos na mínima, com volume financeiro de R$ 27,6 bilhões.
Entre as blue chips, a Petrobras voltou a pesar sobre o índice, com queda de 0,96% nas ações ordinárias e de 1,33% nas preferenciais, acompanhando a forte baixa do petróleo no exterior. Na outra ponta, a Vale avançou 0,34%, mesmo com o minério de ferro em queda de 0,85%. No setor bancário, o desempenho ficou perto da estabilidade, com alta de 0,12% para Itaú PN, de 0,06% para Bradesco PN e de 0,05% para Banco do Brasil, enquanto Santander encerrou estável.
Câmbio – No mercado de câmbio, o dólar subiu 0,39%, fechando o dia em R$ 5,08, em meio às preocupações com o quadro fiscal, à queda do petróleo e à busca por proteção antes das decisões de juros no Brasil e nos Estados Unidos.
O avanço da moeda americana ganhou força após a divulgação da pesquisa CNT/MDA, lida por parte do mercado como um fator de reforço à percepção de continuidade de uma política fiscal expansionista. Ao mesmo tempo, a queda do petróleo enfraqueceu a tese de melhora dos termos de troca do Brasil. Com isso, apesar do diferencial de juros ainda elevado entre Brasil e EUA, o real perdeu força no pregão.