Ibovespa cai apesar do acordo EUA/Irã; dólar fecha em R$ 5,06

O Ibovespa, principal índice da B3, fechou nesta segunda-feira (15/6) em queda de 0,42%, aos 170.415,13 pontos, pressionado principalmente pelo tombo das ações da Petrobras após o acordo preliminar entre Estados Unidos e Irã derrubar o petróleo. O movimento ocorreu em descompasso com as bolsas de Nova York, onde o Dow Jones subiu 0,92%, o S&P 500 avançou 1,66% e o Nasdaq ganhou 3,07%.

O índice chegou a subir mais de 1,8% pela manhã e tocou 174.228,27 pontos, mas perdeu força ao longo do pregão. O mercado reagiu positivamente ao entendimento provisório para suspender as hostilidades no Oriente Médio, mas parte do fluxo migrou para ações de tecnologia nos Estados Unidos. Na sessão, o Ibovespa oscilou entre 170.351,05 pontos e 174.224,27 pontos, com volume financeiro de R$ 29,8 bilhões.

Entre as blue chips, a Petrobras foi o principal peso negativo, com queda de 5,30% nas ações ordinárias e de 5,15% nas preferenciais, acompanhando o recuo de 4,76% do Brent, para US$ 83,17 por barril. A Vale, por outro lado, subiu 2,5% e ajudou a limitar perdas maiores do índice, enquanto os grandes bancos registraram baixas inferiores a 1%. Entre as maiores altas do dia ficaram Embraer, com 7,06%, Cury, com 3,02%, e Bradespar, com 2,72%.

Câmbio – No mercado de câmbio, o dólar subiu 0,10% fechando o dia em R$ 5,06, depois de inverter o sinal ao longo da tarde. A moeda reagiu ao acordo provisório entre Estados Unidos e Irã, que prevê a reabertura total do Estreito de Ormuz, mas perdeu o suporte que o real vinha recebendo da alta do petróleo.

Com a queda da commodity, investidores reduziram posições favoráveis à moeda brasileira, enfraquecendo a tese de melhora dos termos de troca do país. No exterior, o índice DXY rondava os 99,7 pontos no fim da tarde, recuperando parte das perdas da manhã.