Petros fecha maio com consolidado rendendo abaixo do objetivo

A Petros, fundo de pensão que tem a Petrobras como principal patrocinadora, divulgou a rentabilidade prévia de seus principais planos em maio. No consolidado, a fundação registrou retorno de 0,68% no mês, abaixo do objetivo médio de 0,88%, mas manteve desempenho superior à meta no acumulado do ano, com ganho de 5,32% ante 5,09%. Em 12 meses, o consolidado acumula rentabilidade de 11,93%, para objetivo não divulgado.

Dos cinco principais planos da entidade, dois superaram suas metas atuariais em maio e três ficaram abaixo. Os desempenhos acima do objetivo no mês foram os dos planos PPSP-Repactuado, com rentabilidade de 1,04% ante meta de 0,89%, e PPSP-Não Repactuado, com 1,03% para o mesmo objetivo. Já os planos PP-2 Consolidado, PP-3 e Flexprev renderam, respectivamente, 0,29%, 0,59% e 0,16%, todos abaixo de suas metas mensais. No acumulado do ano, porém, quase todos os planos seguem acima dos respectivos objetivos, com exceção do Flexprev, que igualou a meta de 4,96%.

Segundo a Petros, a imunização dos planos de benefício definido ajudou a proteger a rentabilidade das carteiras em um mês ainda marcado pela volatilidade provocada pelos desdobramentos do conflito no Oriente Médio, além da manutenção dos preços de energia em patamares elevados e da migração de fluxos para mercados internacionais impulsionados por ações ligadas à inteligência artificial.

A renda fixa voltou a ser o principal destaque do período, com rentabilidade de 1,03% no mês e 5,48% no acumulado de 2026. As operações com participantes também tiveram resultado positivo, com 1,33% em maio e 4,21% no ano, assim como os investimentos estruturados, que avançaram 0,57% no mês e 2,85% no acumulado.

Já o segmento exterior, embora tenha avançado 2,26% em maio, registra perda acumulada de 5,32% no ano. A renda variável recuou 3,82% em maio, mas no ano acumula alta de 5,92% e os investimentos imobiliários tiveram retração de 0,06% no mês, mas em 2026 ainda sobem 2,11%.