O Ibovespa, principal índice da B3, fechou nesta quinta-feira (11/6) em alta de 1,71%, aos 171.497,24 pontos, impulsionado pela sinalização do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que foi alcançado um acordo preliminar com o Irã e outros países do Oriente Médio para encerrar a guerra. O movimento veio em linha com as bolsas de Nova York, onde o Dow Jones subiu 1,86%, o S&P 500 avançou 1,75% e o Nasdaq ganhou 2,54%.
A melhora do apetite por risco ganhou força à tarde, depois das declarações de Trump sobre a suspensão de novos ataques ao Irã e do avanço das negociações diplomáticas. Nesse ambiente, o índice oscilou entre 168.280,39 pontos na mínima e 171.926,72 pontos na máxima, com volume financeiro de R$ 30,391 bilhões.
Entre as blue chips, os bancos puxaram a alta do índice. Itaú PN avançou 2,90%, BTG Pactual subiu 2,60%, Bradesco ON ganhou 2,39%, Bradesco PN teve alta de 2,43% e Banco do Brasil ON avançou 2,16%. A Petrobras ficou perto da estabilidade, com variação de -0,02% nas ordinárias e de 0,26% nas preferenciais, em meio à forte queda do petróleo no mercado internacional.
Câmbio – No mercado de câmbio, o dólar caiu 1,37%, fechando cotado a R$ 5,10, refletindo a redução das tensões geopolíticas e a volta do interesse por ativos de mercados emergentes. Ao longo do dia, a moeda chegou à mínima de R$ 5,0921, depois de tocar máxima de R$ 5,182 pela manhã.
A queda ganhou força após Trump afirmar que cancelou bombardeios previstos contra o Irã e que um acordo preliminar já teria sido aprovado pela liderança iraniana. Embora Irã e Israel tenham negado a existência de um acerto formal, o mercado reagiu à percepção de menor risco de escalada militar. No exterior, o índice DXY recuou 0,30%, reforçando o movimento de perda de força da moeda americana.