Ibovespa sobe com alívio geopolítico; dólar fecha em R$ 5,18

O Ibovespa, principal índice da B3, fechou nesta terça-feira (9/6) em alta de 0,68%, aos 169.813,15 pontos, impulsionado pela redução da aversão ao risco após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a possibilidade de um acordo com o Irã nos próximos dias. O movimento veio em descompasso parcial com as bolsas de Nova York, onde o Dow Jones subiu 0,17%, enquanto o S&P 500 caiu 0,26% e o Nasdaq recuou 0,97%.

A melhora do humor refletiu a leitura de que uma eventual redução das tensões no Oriente Médio pode aliviar pressões sobre a inflação global e, por consequência, sobre os juros no Brasil e nos Estados Unidos. No pregão, o índice oscilou entre 168.406,17 pontos na mínima e 170.600,91 pontos na máxima, com volume financeiro de R$ 25,2 bilhões.

O avanço da bolsa também foi favorecido pelo recuo das taxas dos contratos futuros de juros, depois que a queda do petróleo e dos rendimentos dos Treasuries reduziu parte das preocupações com novas altas da Selic ainda neste ano. A fraqueza do dólar no exterior também ajudou a diminuir os prêmios de risco e sustentou o movimento de recuperação dos ativos locais.

Câmbio – No mercado de câmbio, o dólar caiu 0,05% no dia, cotado a R$ 5,18, após uma sessão marcada por forte volatilidade. A moeda chegou a tocar R$ 5,19 durante a tarde, maior nível desde 30/3, mas perdeu força sem novos indícios de uma retaliação imediata dos Estados Unidos.

O vaivém do câmbio acompanhou as mudanças na narrativa sobre o conflito. Pela manhã, Trump afirmou que havia uma “boa chance” de um entendimento com o Irã em dois ou três dias. Mais tarde, porém, publicou que os Estados Unidos responderiam ao ataque iraniano que derrubou um helicóptero militar americano no Estreito de Ormuz, o que elevou momentaneamente a busca por proteção. No exterior, o índice DXY recuou 0,08% no fim da tarde.