Ibovespa sobe com Vale e bancos; dólar cai com fluxo externo

O Ibovespa, principal índice da B3, fechou nesta terça-feira (2/6) em alta de 1,16%, aos 174.197,10 pontos, interrompendo uma sequência de cinco sessões consecutivas de perdas e acompanhando o movimento favorável do exterior. Em Nova York, o Dow Jones subiu 0,49%, o S&P 500 avançou 0,13% e o Nasdaq ganhou 0,03%, reforçando o apetite por ativos de risco.

O pregão local também foi beneficiado pela queda do dólar e pelo recuo da curva de juros futuros, mesmo em meio à escalada das tensões comerciais entre Brasil e Estados Unidos. O mercado reagiu à recomendação do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) para aplicação de tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros, mas o tema teve impacto limitado sobre os ativos no curto prazo. O índice oscilou entre 172.198,54 pontos na mínima e 174.894,05 pontos na máxima, com volume financeiro de R$ 22,7 bilhões.

Entre as blue chips, a alta foi puxada pela Vale, que avançou 4,04%, e pelo setor financeiro, com destaque para Bradesco, que subiu 1,54%. A Petrobras destoou do movimento positivo e caiu 0,62% nas ações ordinárias e 0,53% nas preferenciais, apesar da leve alta do petróleo. Entre os destaques do dia também ficaram CSN, com ganho de 8,85%, Usiminas, com 8,57%, e Gerdau, com 6,53%.

Câmbio – No mercado de câmbio, o dólar caiu 0,26% fechando a R$ 5,01, favorecido pela entrada de recursos estrangeiros na bolsa brasileira e pela melhora do humor nos mercados. A moeda americana passou a acumular queda de 0,66% no mês e de 8,74% em 2026 frente ao real.

Também ajudou o real a alta do petróleo, com o Brent para agosto subindo 1,07%, a US$ 96 por barril, em meio às incertezas sobre as negociações entre Estados Unidos e Irã e sobre o tráfego no Estreito de Ormuz. No exterior, investidores seguiram atentos aos dados do mercado de trabalho americano, depois que o relatório Jolts mostrou abertura de vagas acima do esperado em abril.