O Ibovespa, principal índice da B3, fechou nesta quinta-feira (28/5) em queda de 0,39%, aos 175.063,41 pontos, pressionado principalmente pelas ações de bancos e da Petrobras, mesmo em um ambiente externo mais favorável ao risco. Em Nova York, o Dow Jones subiu 0,05%, o S&P 500 avançou 0,58% e o Nasdaq ganhou 0,91%.
O mercado brasileiro não acompanhou o otimismo externo, apesar da expectativa de um acordo preliminar entre Estados Unidos e Irã para reduzir as tensões no Oriente Médio. Nem a divulgação do Caged abaixo do esperado, reforçando a percepção de desaceleração da atividade, foi suficiente para sustentar o índice. No pregão, o Ibovespa oscilou entre 176.627,32 pontos na máxima e 174.686,40 pontos na mínima, com volume financeiro de R$ 21,3 bilhões.
Entre as blue chips, os bancos puxaram a queda, com destaque para Banco do Brasil, que recuou 2,18%, e Bradesco ON, que caiu 0,32%. A Petrobras também pesou, com baixa de 1,16% nas ordinárias e de 0,72% nas preferenciais, apesar da alta do petróleo e do anúncio de reajuste da gasolina nas refinarias. Na outra ponta, a Vale subiu 0,61%.
Câmbio – No mercado de câmbio, o dólar caiu 0,57% no pregão, a R$ 5,03, acompanhando a redução das tensões entre Estados Unidos e Irã e a divulgação de inflação americana abaixo das expectativas. O real também foi favorecido pela manutenção do petróleo em patamar elevado, com o Brent para agosto subindo 0,49%, a US$ 92,70 por barril.
Além disso, a moeda brasileira se valorizou mais do que outras divisas latino-americanas, recuperando parte das perdas recentes ligadas às incertezas políticas domésticas. No exterior, o índice DXY recuava cerca de 0,20%, perto dos 99 pontos, embora dirigentes do Fed tenham mantido o discurso cauteloso sobre a inflação e os juros nos Estados Unidos.