
Nayara Queiroz, coordenadora do Grupo de Trabalho de Investimentos ASG da Abrapp
A Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) recebeu nesta terça-feira (26/5) relatório com os resultados de pesquisa realizada pela Abrapp sobre a situação das entidades fechadas de previdência complementar (EFPC) em relação aos investimentos ASG (ambientais, sociais e de governança).
A pesquisa foi entregue pelo diretor vice-presidente e responsável pela área de investimentos da Abrapp, João Carlos Ferreira, ao diretor de Normas da Previc, Alcinei Cardoso Rodrigues. Também participaram da entrega do documento o superintendente-geral da Abrapp, Marcelo Coelho, e a coordenadora do Grupo de Trabalho de Investimentos ASG da entidade, Nayara Queiroz.
Com base em 57 respondentes, predominantemente de entidades enquadradas nos segmentos S2 e S3, o estudo buscou compreender não apenas o nível de maturidade das entidades, mas também identificar desafios, práticas adotadas, lacunas metodológicas e aspectos operacionais relacionados à integração ASG, especialmente no contexto da crescente agenda regulatória.
Segundo a pesquisa, a maioria das EFPC ainda está em fase inicial ou intermediária de adoção de critérios ASG nos investimentos. De acordo com Nayara, a integração desses critérios nas decisões de alocação ainda é parcial, com maior aplicação nos segmentos de renda fixa e renda variável.
Entre os principais desafios apontados no documento estão a falta de padronização de métricas, limitações técnicas, ausência de metodologias consolidadas, dificuldade de obtenção de dados e entraves ligados à gestão terceirizada. No campo da governança e da estrutura das entidades, o tema ainda aparece como pouco institucionalizado, com baixa formalização e ausência de áreas dedicadas. Apesar disso, o levantamento aponta avanço gradual, com interesse crescente em boas práticas e iniciativas voluntárias, além de demanda por capacitação, padronização e maior clareza regulatória.