Queiroz explica que os fundos de pensão não investiram no Master

Wolney Queiroz, ministro da Previdência Social

Em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, afirmou que não há recursos de fundos de pensão aplicados no Banco Master. Segundo ele, ao contrário do que vem sendo erroneamente divulgado, não existe nenhum valor dessas entidades investido na instituição que foi dirigida pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Queiroz explicou que as aplicações de recursos previdenciários no Master foram feitas por Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS) de estados e municípios, modelo adotado por mais de 2 mil entes federativos para o pagamento de aposentadorias de servidores públicos. Um total de 18 RPPS investiram quase R$ 2 bilhões no banco de Vorcaro.

O ministro destacou que os RPPS são estruturas previdenciárias diferentes dos fundos de pensão. Embora ambos estejam sob o guarda-chuva do MPS, os primeiros são fiscalizados por uma subsecretaria do ministério enquanto os segundo são supervisionados pela Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc), uma autarquia.

Segundo Queiróz, foram as auditorias realizadas pelo MPS que ajudaram a Polícia Federal nas investigações relativas ao banco. Ele destacou que os problemas no Banco Master foram detectados pela Previdência Social ainda em 2024. “Nós, da Previdência Social, detectamos os problemas do Banco Master e fizemos, em 2024, auditorias em várias cidades. E todas essas auditorias foram usadas pela Polícia Federal para deflagrar as operações”, afirmou.

“Em todas as cidades onde foram detectados investimentos em regimes próprios de estados e municípios que investiram desordenadamente ou de forma irregular no Banco Master, todas elas foram detectadas pelas nossas auditorias. Esses dados foram enviados para a Polícia Federal. Portanto, nós estamos muito bem colocados nesse assunto, porque fizemos o dever de casa. E graças a esse dever de casa bem feito foi que a Polícia Federal pôde usar os nossos dados, as nossas informações, para atuar contra as fraudes cometidas por regimes próprios de previdência de estados e municípios espalhados por todo o Brasil”, acrescentou.

Ele disse ainda que as auditorias já foram encerradas e voltou a elogiar o trabalho da pasta. “As auditorias foram encerradas. Os dados foram enviados. Eu recebi um ofício da Polícia Federal dizendo que as informações eram sensíveis, portanto, não podiam ser passadas. Eu não podia falar dessas auditorias, para não atrapalhar as investigações. O trabalho do Ministério da Previdência Social foi exemplar e está ajudando a Polícia Federal e os órgãos de controle a punir aqueles que fizeram investimentos irregulares no Banco Master.”

Depoimento na CAE – A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou na terça-feira (19/5) a convocação de Queiroz para prestar esclarecimentos sobre as auditorias feitas pela pasta em RPPS que investiram no Banco Master. Também foi aprovada a convocação do superintendente da Previc, Ricardo Pena Pinheiro, para prestar depoimento sobre o mesmo tema. A data da audiência ainda não foi definida.