
Os analistas do mercado financeiro voltaram a elevar a projeção para o IPCA de 2026 no Boletim Focus, reforçando a pressão inflacionária no curto prazo. A mediana para o índice subiu de 4,89% para 4,91%, acumulando nove semanas consecutivas de alta. O movimento mantém a inflação como o principal ponto de deterioração das expectativas mais imediatas.
Ao mesmo tempo, o quadro para os horizontes seguintes sugere acomodação no médio e no longo prazo. A projeção para o IPCA de 2027 ficou estável em 4,00%, a de 2028 permaneceu em 3,64% e a de 2029 continuou em 3,50%. Assim, apesar da nova piora no curto prazo, o mercado não enxergou avanço adicional da inflação nas estimativas para os anos seguintes.
No câmbio, o Focus voltou a apontar queda no horizonte mais próximo. A projeção para o dólar no fim de 2026 recuou de R$ 5,25 para R$ 5,20, mantendo o viés de apreciação do real. Para 2027, a estimativa ficou estável em R$ 5,30, enquanto para 2028 houve nova queda, de R$ 5,39 para R$ 5,35. Em 2029, a mediana permaneceu em R$ 5,40.
Os demais indicadores ficaram estáveis no curto prazo. A projeção para o PIB de 2026 foi mantida em 1,85%, e a da Selic seguiu em 13,00%, sem alterações na semana. Isso mostra que o ajuste do Focus desta vez ficou concentrado na inflação e, em menor medida, no câmbio.
Nos demais anos, houve apenas mudanças pontuais. A projeção de crescimento para 2027 subiu de 1,75% para 1,76%, enquanto a estimativa da Selic para o mesmo ano avançou de 11,00% para 11,25%. Para 2028, PIB e juros permaneceram em 2,00% e 10,00%, respectivamente, e para 2029 as projeções seguiram em 2,00% para o PIB e 10,00% para a Selic.
