
O ex-diretor de administração e seguridade do Serpros, Alexandre José Valadares Jordão, exonerado de suas funções pelo Conselho Deliberativo da entidade na última segunda-feira (4/5), está entrando na Justiça com uma liminar de reintegração de posse. Além disso, como é candidato à reeleição como representante dos participantes e assistidos nas eleições que devem ocorrer entre junho e julho próximo, ele diz que também estuda apresentar uma denúncia à Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) caso seu nome seja excluído da chapa. “O que está ocorrendo é uma perseguição”, relatou à Investidor Institucional.
Ele conta que, ao longo de seu mandato que começou em setembro de 2023, manteve vários atritos com o Conselho Deliberativo e com o Conselho Fiscal da entidade relacionados à questões de governança da entidade, que resultaram em duas denúncias à Previc. Uma delas refere-se à usurpação de competência por parte do CD, por tomar medidas que caberiam à diretoria executiva da entidade e foram tomadas à revelia dessa, e outra por obstrução de apuração de representações. Sem dar maiores detalhes, diz que nenhuma das denúncias tem relação com investimentos da entidade, mas sim à sua governança.
Jordão relata que um atrito ocorrido recentemente numa reunião do CD, ao qual ele compareceu substituindo a presidente do Serpros, Edilene Reis Araújo, acabou se transformando no estopim do processo de exoneração. De acordo com sua versão, um assessor do Conselho interrompeu-o várias vezes enquanto fazia sua apresentação. “Num determinado momento eu disse para ele: você é um assessor, não é conselheiro, então não me interrompa mais quando eu estiver falando”, conta.
Segundo ele, o episódio foi registrado de forma distorcida em ata da reunião, classificando sua advertência ao assessor como assédio moral. “Mas não é assédio, em primeiro lugar porque o assessor não é meu subordinado, e em segundo lugar porque eu não o ofendi”, afirma. Mas a ata foi usada contra ele na reunião extraordinária do CD, realizada na segunda-feira (4/5), que pautou a sua exoneração do cargo.
Sua exoneração foi aprovada por unanimidade no Conselho Deliberativo. Ele foi informado da decisão no dia seguinte, na terça-feira. Ele classificou a nota do CD do Serpros, relatando que sua exoneração ocorreu com o “objetivo resguardar o interesse da entidade, de seus participantes e assistidos, bem como fortalecer as boas práticas de governança, integridade e sustentabilidade da gestão previdenciária”, como tentativa de conspurcar sua imagem junto aos participantes.