Com nova queda de 0,92%, Ibovespa chega a 185 mil pontos

O Ibovespa, principal índice da B3, fechou nesta segunda-feira (4/5) em queda de 0,92%, aos 185.600,12 pontos, refletindo a piora do humor global após a nova escalada militar no Estreito de Ormuz. O movimento veio em linha com o movimento das bolsas de Nova York, onde o Dow Jones caiu 1,13%, o S&P 500 recuou 0,41% e o Nasdaq perdeu 0,19%.

O mercado reagiu ao agravamento das tensões entre Estados Unidos e Irã na região, com relatos de ataques, explosões e ameaças a embarcações, o que reforçou a aversão a risco e impulsionou o petróleo. No pregão, o Ibovespa oscilou entre 187.666,20 pontos na máxima e 185.537,58 pontos na mínima, com volume financeiro de R$ 26,5 bilhões. No cenário local, o Focus voltou a elevar a projeção para o IPCA de 2026, para 4,89% (clique aqui para ver).

Entre as blue chips, a principal pressão veio da Vale, que caiu 3,10%. No setor financeiro, Bradesco PN recuou 2,12%. A Petrobras teve desempenho misto, com queda de 0,80% nas ordinárias e alta de 0,53% nas preferenciais, mesmo com a disparada do petróleo, que levou o Brent a subir 5,8%, para US$ 114,44, e o WTI a avançar 4,29%, para US$ 106,42.

Câmbio – No mercado de câmbio, o dólar subiu 0,32% no dia, para R$ 4,96, acompanhando o aumento da percepção de risco diante da escalada no Oriente Médio e das incertezas sobre o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz. Ainda assim, o real teve desempenho relativamente melhor que outras moedas emergentes.

A alta do petróleo ajudou a limitar perdas maiores da moeda brasileira, por favorecer os termos de troca de um país exportador líquido da commodity como o Brasil. Além disso, o choque energético reforçou no mercado a avaliação de que há menos espaço para cortes adicionais da Selic, fator que também tende a sustentar o real.