Mercado de capitais tem recorde de captação no primeiro trimestre

O mercado de capitais movimentou R$ 180,1 bilhões em ofertas encerradas no primeiro trimestre, o maior volume para o período desde o início da série histórica da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), em 2012. O resultado representa alta de 15,7% em relação ao mesmo intervalo de 2025 e foi distribuído em 689 operações, número 13% maior que no mesmo período de 2025.

O desempenho foi impulsionado principalmente por títulos híbridos e pela retomada da renda variável. Os títulos híbridos (FIIs e fiagros) mais que dobraram o valor captado no 1º tri de 2025. As ofertas de FIIs cresceram 146,6%, atingindo R$ 20,0 bilhões, enquanto as de Fiagros totalizaram R$ 3,3 bilhões, com alta de 97,5% na mesma base de comparação.

Já na renda variável os follow-ons alcançaram R$ 13,2 bilhões no primeiro trimestre, volume que corresponde a 85% de todo o volume registrado em 2025.

Já na renda fixa, as debêntures seguiram como principal instrumento, com R$ 99,3 bilhões em emissões, apesar da queda de 4% no volume. A quantidade de operações subiu 20,5%, para 153, indicando maior pulverização das captações. Os papéis incentivados pela Lei 12.431 responderam por 43,8% do total, a maior proporção já registrada para um primeiro trimestre.

Também ganharam espaço as notas comerciais, que somaram R$ 9 bilhões, alta de 31,2%, e os FIDCs, com R$ 21,4 bilhões em emissões, avanço de 37,8%. Já os CRIs e CRAs recuaram, para R$ 8,2 bilhões e R$ 3,7 bilhões, respectivamente.

Segundo Cesar Mindof, diretor da Anbima, os dados mostram um mercado “diversificado e com capacidade de acomodar diferentes demandas de captação”, mesmo em um ambiente de juros elevados e incerteza internacional.