
Deivis Marcon Antunes, ex-presidente do Rioprevidência
O ex-presidente do Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, afirmou em depoimento à Polícia Federal, prestado em 3 de fevereiro após ser preso na Rodovia Presidente Dutra, quando retornava do Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, para o Rio de Janeiro, onde mora, que a proposta de aplicação de R$ 970 milhões em Letras Financeiras do Banco Master partiu do então diretor de investimentos da autarquia, Euchério Lerner Rodrigues.
No depoimento, Deivis também rejeitou a hipótese de que sua nomeação para o comando do Rioprevidência tenha tido caráter político. Há suspeitas de que sua indicação teria sido articulada por Antônio Rueda, presidente do União Brasil, junto ao então governador Cláudio Castro (PL).
Ao detalhar a operação no Banco Master, Deivis afirmou que a proposta de investimento partiu da Diretoria de Investimentos. Segundo ele, o Comitê de Investimentos não tem a atribuição de autorizar a aplicação. O procedimento, afirmou, é que a diretoria apresente a proposta, o diretor de investimentos faça o encaminhamento e a operação seja assinada por ambos, ele e o diretor da área.
Questionado sobre os motivos da escolha do Banco Master, Deivis argumentou que o RPPS não teria condições de identificar eventuais problemas na instituição financeira, em razão da estrutura reduzida da equipe, formada, segundo ele, por nove ou dez pessoas.