O Ibovespa, principal índice da B3, fechou nesta quarta-feira (15) em queda de 0,46%, aos 197.737,61 pontos, interrompendo uma sequência de 11 altas seguidas e de cinco recordes consecutivos de fechamento. O recuo ocorreu em um movimento de correção, em meio à alta mais forte que o esperado do IGP-10 em abril e de um desempenho misto das bolsas no exterior: o Dow Jones caiu 0,15%, o S&P 500 subiu 0,80%, renovando máxima histórica, e o Nasdaq avançou 1,60%.
Apesar da baixa, o índice brasileiro voltou a renovar sua máxima intradiária, ao atingir 199.232,46 pontos, antes de perder força ao longo do pregão. No cenário doméstico, o avanço de 2,94% do IGP-10 em abril, acima do teto das projeções, reforçou a cautela com a inflação. Ao mesmo tempo, o mercado acompanhou com menos tensão o noticiário sobre as negociações entre Estados Unidos e Irã, o que abriu espaço para realização de lucros após a forte arrancada recente da bolsa.
Entre os principais papéis do índice, Petrobras recuou 1,94% nas ordinárias e 2,07% nas preferenciais, acompanhando a oscilação do petróleo no exterior, enquanto a Vale teve leve alta de 0,16%. No setor financeiro, o desempenho foi misto: Banco do Brasil caiu 3,86% e Itaú subiu 1,10%. Ainda assim, o Ibovespa segue com alta de 0,21% na semana, de 5,48% no mês e de 22,72% no ano.
Câmbio – No mercado de câmbio, o dólar caiu 0,03%, a R$ 4,99, no sexto recuo consecutivo frente ao real. A moeda chegou a operar em alta ao longo do dia, mas voltou a perder força no fim da sessão, em um ambiente de variações limitadas no exterior e menor apetite por moedas emergentes diante da falta de avanços concretos nas negociações entre EUA e Irã.
O real também foi pressionado pelo fluxo cambial negativo. Dados do Banco Central mostram saída total de US$ 1,303 bilhão na primeira semana de abril, com retirada de US$ 1,066 bilhão pelo canal financeiro. No exterior, o índice DXY operou perto da estabilidade, com leve queda e ao redor dos 98 pontos.