Ibovespa sobe 1,52% e renova recorde enquanto dólar cai a R$ 5,06

O Ibovespa, principal índice da B3, fechou nesta quinta-feira (9) em alta de 1,52%, aos 195.129,25 pontos, renovando novamente seu recorde de fechamento e máxima histórica, em um pregão impulsionado pelo alívio no cenário externo. O movimento ocorreu em linha com o desempenho positivo das bolsas de Nova York, onde o Dow Jones subiu 0,58%, o S&P 500 avançou 0,62% e o Nasdaq ganhou 0,83%, à medida que os investidores reagiram a sinais de avanço nas negociações no Oriente Médio.

A valorização foi sustentada pela expectativa de um possível cessar-fogo na região. Informações indicaram que o governo dos Estados Unidos teria solicitado a Israel a redução de ataques no Líbano, como forma de viabilizar um acordo com o Irã. Além disso, houve sinalizações de que o país persa permitiria maior fluxo de navios pelo Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de petróleo, ainda que um acordo definitivo permaneça incerto.

Com o resultado, o índice emplaca a oitava sessão consecutiva de alta e atinge o 15º recorde de fechamento no ano. Em abril, acumula valorização de 4,09%, enquanto no ano o ganho chega a 21,10%.

Entre os destaques, as ações da Petrobras avançaram 2,93% (ON) e 2,77% (PN), acompanhando a recuperação do petróleo no mercado internacional. O setor financeiro também contribuiu positivamente, com Itaú (PN) subindo 1,71% e Santander (Unit) avançando 1,81%. Na ponta negativa, a Vale recuou 1,05%.

Câmbio – No câmbio, o dólar fechou o dia em queda de 0,77%, a R$ 5,06, no menor nível em cerca de dois anos, acompanhando a perda de força da moeda americana no exterior e o aumento do apetite por risco.

O movimento refletiu tanto o alívio nas tensões geopolíticas quanto a divulgação de dados econômicos dos Estados Unidos. O PIB americano veio abaixo do esperado, enquanto o índice de preços PCE mostrou inflação ainda resistente, reforçando a percepção de desaceleração econômica e pressionando o índice DXY.

Com isso, o dólar acumula queda de 2,22% nos primeiros pregões de abril e recuo de 7,75% no ano frente ao real, que voltou a figurar entre as moedas emergentes com melhor desempenho no período.