O Rioprevidência, regime próprio de previdência social (RPPS) dos servidores do Estado do Rio de Janeiro, foi notificado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) a explicar, no prazo de cinco dias, investimentos de mais de R$ 100 milhões realizados em instituições financeiras não credenciadas pela entidade. As aplicações, feitas nos dias 24 e 29 de dezembro de 2025, envolveriam os fundos Linea Fundo de Investimento Financeiro Renda Fixa Prazo Longo Responsabilidade Limitada, R CAP Soberano e R CAP Alocação.
Os pedidos de esclarecimento do MPRJ abrangem também empréstimos consignados contratados por servidores estaduais junto ao Credcesta, instituição administrada pelo Banco Máster. Em ambos os casos, o órgão solicita os estudos técnicos, atas de reuniões e procedimentos administrativos que embasaram as decisões.
O regime próprio dos servidores do Rio de Janeiro já é alvo de investigação da Polícia Federal por aplicações de R$ 970 milhões em Letras Financeiras do Banco Máster. O ex-presidente do Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, chegou a ser preso em uma fase da Operação Barco de Papel.